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Preocupados, família de Jorge Fernando ainda não avisou a mãe de 95 anos sobre a morte do diretor

Hilda Rebello, de 95 anos, perdeu o filho Jorge Fernando no último domingo (Foto: Reprodução/Instagram)

A triste notícia que tomou conta da internet na manhã desta segunda-feira (28) sobre a morte do diretor Jorge Fernando ainda não chegou aos ouvidos de sua mãe. Aos 95 anos, a atriz Hilda Rebello, mãe de Jorge Fernando ainda não sabe da morte do filho. O ator e diretor morreu na noite do último domingo, aos 64 anos, vítima de uma parada cardíaca. A família está tomando as providências seguras para contá-la devido ao provável forte impacto emocional e consecutivamente de sáude que a notícia irá causar em Dona Hilda. Maria Rebello, irmã do artista, está a caminho para dar a noticia ainda hoje, segundo informado à imprensa na manhã desta segunda-feira a cuidadora de Hilda.

Jorge Fernando estava internado no Copa Star, em Copacabana. Segundo um amigo da família, o diretor deu entrada no hospital na parte da tarde após se sentir mal. Em nota oficial, o hospital Copa Star afirmou que a parada cardíaca sofrida por Jorge Fernando se deu por conta de uma dissecção de aorta completa e que, apesar dos esforços, não foi possível reverter o quadro. Jorginho, como era conhecido entre amigos e colegas de profissão, ficou 20 dias internado para tratar uma inflamação no pâncreas, em 2016, e sofreu um acidente vascular cerebral em janeiro de 2017. Desde então, lutava para superar as sequelas que ficaram após o AVC.

Jorge Fernando de Medeiros Rabello nasceu no subúrbio do Rio e iniciou sua carreira na TV como ator, em 1978, na série “Ciranda, cirandinha”. Mas foi como diretor que ele ganhou destaque, dirigindo 34 novelas, entre elas “A próxima vítima”, “Vamp” e “Sete pecados”, além de programas de entretenimento como “Divertics” e “Gente inocente”. No cinema, dirigiu “Sexo, amor e traição”, em 2004.

Em julho de 2017, no programa “Mais você”, o diretor se emocionou ao falar para Ana Maria Braga sobre o derrame que sofreu: “Eu tive um AVC e imediatamente a carga de amor veio para cima de mim. Isso me acalmou muito, saber que eu tinha minha família, minha mãe, os médicos, os enfermeiros… É o maior aprendizado. Você fica com medo de morrer, não é bolinho (…). Tem medo de morrer para a vida. Eu tinha três projetos, uma novela, quero fazer teatro. A gente aprende a saborear cada momento. (…) A vida é muito breve para a gente sofrer.” Em sua última foto postada no Instagram, há dois dias, o diretor aparece sorridente, posando numa cabine telefônica. Na legenda, escreveu apenas uma palavra: “Harmonia”.

O velório foi marcado para esta terça-feira, na Capela Ecumênica do Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju. Aberto ao público das 8h às 10h, e, das 10h às 13h, apenas para amigos e familiares.