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Swab, ‘cotonete’ usado em exames de Covid-19, não atinge barreira de proteção do cérebro

Swab, ‘cotonete’ usado em exames de Covid-19, não atinge barreira de proteção do cérebro (Foto: Pixabay)

Circula nas redes sociais a informação que o swab, uma espécie de cotonete utilizado na coleta de secreção oral e nasal para a testagem da Covid-19 atinge a membrana que protege o cérebro de partículas potencialmente danosas que circulam no sangue.

 (Foto: Divulgação)

O post que circula pelo Facebook afirma que se essa barreira é danificada, o cérebro pode sofrer uma inflamação que pode resultar em problemas graves de saúde, e até a morte.

A informação é falsa. O swab – cotonete com uma haste de plástico utilizado para realizar um dos testes de detecção da Covid-19 – é inserido no nariz ou na boca e não consegue alcançar a barreira hematoencefálica, membrana que protege o cérebro de partículas potencialmente danosas que circulam no sangue.

Essa barreira recobre todo o córtex cerebral como uma capa. Por sua vez, a cavidade nasal, um dos locais onde o swab pode ser inserido, é separada do cérebro por tecido ósseo, além de outras estruturas. Logo, para esse instrumento tocar a barreira hematoencefálica, ele teria que atravessar um osso – o que não acontece.

O swab atinge somente a nasofaringe para coletar secreções necessárias para a análise laboratorial. Não é possível que ele atinja a membrana hematoencefálica. Os profissionais de saúde alertam que trata-se de um exame completamente seguro e importante para o diagnóstico da Covid-19 na fase aguda da doença, quando o paciente tem sintomas. Além disso, o swab não é uma invenção recente. Esse equipamento é bastante utilizado nos Centros de Terapia Intensiva (CTI) para identificar bactérias em pacientes internados.

Conteúdo de fact-checking do Pipeify.