É falso que supercomputador do TSE é um serviço de nuvem terceirizado

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Circula nas redes sociais uma publicação afirmando que o supercomputador, utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a contabilização dos votos eleitorais, é um serviço terceirizado de nuvem. Segundo o post, esse fato deixaria dados da votação vulneráveis. O post começou a circular após uma falha em um supercomputador, no primeiro turno das eleições municipais, ter sido responsável pelo atraso na apuração.

“O SuperComputador do TSE que apurou as eleições não é um super computador…físico…É um serviço de nuvem terceirizado” – Trecho de publicação que circula no Facebook. (Fonte: Reprodução)

Essa informação é falsa. Não é verdade que o supercomputador do TSE é um serviço de nuvem terceirizado.  Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o processamento dos votos é realizado por dois supercomputadores, ambos mantidos em uma sala-cofre. Os equipamentos foram cedidos ao TSE pela empresa Oracle, durante quatro anos. Apresar de a empresa também oferecer serviços de armazenamento em nuvem, esse serviço não foi contratado pelo tribunal.

Também é falso que “O TSE não tem controle algum sobre o que é… Nem como funciona… Quem controla ele é uma empresa estrangeira Oracle…”.  De acordo com o TSE, a empresa, além de ceder os equipamentos, ainda oferece softwares de banco de dados e presta serviços de suporte e atualização. Porém, o controle das máquinas é exclusivo do TSE. A Oracle preta serviços ao tribunal desde 1996, quando a primeira eleição com sistema eletrônico foi realizada no Brasil.

Embora seja verdade que a contratação da empresa foi realizada sem licitação, essa informação foi retirada de contexto. O contrato firmado entre o TSE e a Oracle foi realizado sem licitação com base na prerrogativa de ausência de concorrência. Apesar disso, o acordo deve seguir os outros trâmites legais necessários.  

Conteúdo de fact-checking do PaiPee.