Eduardo Pazuello confirma que todos os brasileiros serão vacinados em 2021

Ministro da Saúde nega negligência na administração da crise na saúde do Amazonas e afirma que foi informado tardiamente pelo governo amazonense sobre a falta de oxigênio no Estado (Foto: Twitter)

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello confirmou em entrevista à Jovem Pan, nesta segunda-feira (01), que apesar de defensor da não obrigatoriedade da vacinação, a meta do governo é vacinar todos os brasileiros em 2021. Afinal, “o país possui quase 40 mil postos de vacinação e já contratou aproximadamente 350 milhões de doses de vacinas”.

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Em relação à polêmica sobre a aquisição de novas doses da Coronavac que poderiam ser vendidas para outros países, Pazuello afirmou que “o contrato com o Instituto Butantan é de exclusividade, pois mesmo localizado em São Paulo, o Instituto tem autonomia e negócios com o ministério, não apenas com a vacina desenvolvida para combater o coronavírus. Transformaram isso numa coisa política, pois o Instituto, assim como a Fiocruz recebem investimento federais”.

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Indagado se pretende tomar a vacina, Pazuello afirmou que “o presidente não aprovaria com medida provisória a liberação de R﹩ 20 bilhões para a compra das vacinas se não acreditasse”.

No entanto, o grande momento da entrevista foi a discussão sobre a grave crise em Manaus. Pazuello declarou que até dezembro estava tudo sob controle e os casos estavam dentro da curva, tanto que se anteciparam para dar apoio à capital do Amazonas em uma reunião realizada em 28 de dezembro, em Brasília. O ministro relatou que no dia 06 de janeiro recebeu relatório de sua equipe, que esteve em Manaus, e no ofício constavam apenas registros sobre a falta de leitos e medicação. Segundo ele, não houve nenhuma informação sobre falta de oxigênio. Em uma das falas, declarou que tomou conhecimento oficialmente sobre a falta de oxigênio apenas no dia 09/01, mas já havia enviado o produto para a cidade no dia 08/01. “No dia 7 de janeiro, nós não sabíamos sobre falta de oxigênio em Manaus. Ponto. No dia 8 de janeiro, eu recebi uma ligação do secretário de saúde pedindo que auxiliássemos no transporte de oxigênio de Belém para Manaus. No mesmo dia 8, acionei o Ministério da Defesa.”

Questionado se decretaria lockdown caso fosse o responsável pelo planejamento do combate à Covid-19, o ministro respondeu: “Não posso julgar as atitudes tomadas pelos gestores de cada cidade, mas eu levaria a todos os lares o acompanhamento médico”.

Em relação aos supostos rumores sobre troca de ministro na pasta da Saúde devido à crises, o ministro Eduardo comentou: “Enquanto precisarem de mim eu fico, mas se o presidente pedir para eu sair, volto para meu posto de General da Ativa, afinal discussões e divergências em quartéis são bem normais, a única diferença da política é que quando o comandante decide, acatamos a ordem”, completa Pazuello.
Conteúdo de fact-checking do PaiPee.