Anvisa nega acusação de “afirmações falsas” sobre a Sputnik V

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter vetado a importação da vacina Sputnik V, alegando eficácia e segurança não comprovadas, o Instituto Gamaleya, responsável pela fabricação do imunizante russo, ameaçou o órgão regulador brasileiro de processo por divulgar afirmações falsas. A Anvisa nega as acusações.

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Através do Twitter, os desenvolvedores da vacina acusaram o órgão de ter barrado o imunizante por “razões políticas”, devido à pressão dos Estados Unidos. Segundo a Anvisa, a principal preocupação em relação à vacina russa é a presença de adenovírus replicante (RCA). Na tecnologia utilizada no desenvolvimento da vacina, os adenovírus não deveriam ser capazes de se replicar. O Instituto Gamaleya, por outro lado, garantiu a ausência de RCA nos componentes da Sputnik V. 

Em comunicado transmitido nesta quinta-feira (29), o presidente da Anvisa, Barra Torres, rejeitou as acusações de fake news e afirmou que o órgão não mentiu nem atuou de maneira antiética ao negar a autorização para a importação da vacina. “Queremos refutar a grave acusação que impacta na confiança e na credibilidade da agência sanitária brasileira”, disse.

Conteúdo de fact-checking do PaiPee.