Família real britânica nega ser racista; documentos desmentem

Após o príncipe William ter negado as acusações de racismo contra a família real da Inglaterra, documentos descobertos por jornal britânico sustentam a versão de Meghan Markle e do príncipe Harry sobre discriminação na monarquia inglesa.

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De acordo com a investigação, arquivos nacionais revelaram que imigrantes de minorias étnicas e estrangeiros eram proibidos de ocupar cargos altos no Palácio de Buckingham até, no mínimo, o fim da década de 1960. Segundo os documentos, o gerente financeiro da rainha afirmou, em 1968, que “não era a prática” da realeza contratar imigrantes não brancos ou estrangeiros para cargos administrativos, mas apenas como empregados domésticos.

Procurado pelo jornal, o Palácio se recusou a responder quando a política chegou ao fim e afirmou que a ascendência dos funcionários não era documentada antes dos anos 1990. Os documentos ainda revelaram que a rainha Elizabeth II conta com o recurso de “consentimento da rainha”, que isenta a monarca e sua família de cumprir leis como a que previne a discriminação racial e de gênero no ambiente de trabalho.

As suspeitas de racismo na família real britânica foram levantadas quando o duque e a duquesa de Sussex declararam, em entrevista à Oprah, que a realeza britânica havia expressado preocupação com a cor de seu primeiro filho, Archie, antes de seu nascimento.

Conteúdo de fact-checking do PaiPee.