Ator mirim protagonista do filme ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’ nega apologia à abuso contra crianças

A polêmica da semana ainda está dando o que falar! Nesta última quarta-feira, 16, os jovens atores que protagonizaram o filme de Danilo Gentili ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’, Brunho Munhoz de 17 anos e Daniel Pimentel de 22, negaram que o filme traz qualquer tipo de apologia à abuso contra crianças.

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Em entrevista ao jornal ‘O Globo’, os atores citaram a crítica sobre o filme como ‘cagação de regra’ e pontuaram que grande maioria dos críticos sequer assistiu ao filme ou, então, não entenderam que o longa faz parte de uma obra de ficção.

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Segundo Daniel Pimental, para gravar a cena questionada, não houve qualquer constrangimento. E, para ele, contracenar com o ator Fabio Porchat foi natural, pois ‘lida muito bem’ com o politicamente incorreto.

“Nos tempos de hoje, com essa cultura do ódio e do cancelamento, alguém joga um vídeo curto que não mostra a cena inteira, e isso já é visto como apologia à abuso contra crianças. Sendo que, em momento algum, a gente faz isso. Muito pelo contrário”, disse o ator.

A cena replicada nas redes sociais traz Fabio Porchat, o vilão do filme, pedindo aos jovens alunos que o masturbem. Em entrevista ao Morning Show, o autor da obra, Danilo Gentili afirmou que o filme contextualiza a ‘desobediência e o questionamento’, onde vilaniza ações de pessoas ruins vistas como ‘moralistas e corretas’, como o personagem de Porchat.

Na época do lançamento do filme, em 2017, o Ministério da Justiça havia autorizado exibição para o público a partir dos 14 anos. Inclusive, Gentili declarou que foi bastante elogiado por membros do governo que determinam a faixa etária da obra e por apoiadores ‘bolsonaristas’ – que, atualmente, são os que mais atacam o filme.

O secretário de cultura, Mário Frias, defendeu a censura do longa. Danilo Gentili rebateu o secretário relembrando uma cena em que o ator agride uma mulher, na novela ‘Os Mutantes’, transmitida na TV Record. Gentili questionou se a cena fazia apologia à agressão contra as mulheres.

Cabe lembrar que o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou, por medida cautelar, que o filme seja removido das plataformas de streaming e saia do catálogo de aluguéis digitais. Segundo o despacho no Diário Oficial da União, aderiram “a necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”. O não acatamento das empresas de streaming e TV, podem pagar até R$ 50 mil de multa diária.

Conteúdo de fact-checking do PaiPee.

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