As auroras brilhantes de Netuno foram capturadas com o melhor nível de detalhe até agora pelo supertelescópio espacial James Webb.
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Sinais dessas auroras foram detectados pela primeira vez em luz ultravioleta durante a passagem da sonda Voyager 2, em 1989.
Agora, o telescópio Webb registrou as luzes cintilantes de Netuno em luz infravermelha, fornecendo evidências diretas de sua existência.
Com isso, a Nasa divulgou as imagens na quarta-feira (26) e os resultados foram publicados na revista científica “Nature Astronomy”.
A saber, as auroras em qualquer planeta ocorrem quando partículas eletricamente carregadas vindas do espaço entram e colidem com moléculas na atmosfera, desencadeando uma série de reações que emitem luz.
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Na Terra, as auroras tendem a ocorrer perto das regiões polares, produzindo os espetáculos conhecidos como luzes do Norte (aurora boreal) e do Sul (aurora austral).
Os cientistas estudam as auroras de Saturno e Júpiter há décadas, mas Netuno, o planeta mais distante do Sol, tem sido mais difícil de observar de perto.
“Netuno sempre foi evasivo”, disse James O’Donoghue, cientista planetário da Universidade de Reading e coautor do novo estudo. Suas auroras “só haviam sido vistas pela Voyager, e estamos tentando observá-las novamente desde então.”
Assim, as auroras de Netuno ocorrem próximas às latitudes médias do planeta, e não nas regiões polares, devido às diferenças em seu campo magnético, que determinam a extensão dessas luzes, explicou O’Donoghue.
Mais de três décadas após a passagem da Voyager 2, os cientistas conseguiram observar novamente as auroras de Netuno com o poderoso telescópio Webb, realizando a “primeira detecção robusta”, afirmou Heidi Hammel, coautora do estudo e membro da Associação de Universidades para a Pesquisa em Astronomia, em um e-mail.
Os pesquisadores também revelaram que a atmosfera de Netuno esfriou significativamente desde os anos 1980, o que pode ter diminuído um pouco o brilho das auroras.
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