O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que continuará sua atuação política sem se deixar influenciar por possíveis sanções dos Estados Unidos, como as aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. Em entrevista concedida em 7 de agosto, Motta declarou que não vinculará suas decisões a “este ou aquele risco”, reforçando que seu foco é fazer o que considera certo e correto no exercício do cargo.
Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teriam recebido alertas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a possibilidade de sofrerem sanções do governo de Donald Trump, caso não pautem projetos como o da anistia ou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, Motta garantiu que não haverá mudança em sua forma de conduzir os trabalhos na Câmara e que continuará seguindo o regimento interno e a Constituição.
O deputado também comentou sobre o projeto da anistia, afirmando que não tem preconceito com nenhuma pauta, mas que as propostas só avançam conforme o ambiente político da Casa. Ele reforçou que não aceita “imposição” nem “chantagem” como métodos legítimos dentro da democracia.
A postura de Hugo Motta sinaliza uma tentativa de manter a independência institucional da Câmara diante de pressões externas e internas, especialmente em um momento de tensão entre diferentes poderes e atores políticos. A entrevista completa foi publicada pelo Metrópoles e está disponível em vídeo.


