
Durante uma viagem ao Laos, duas jovens australianas de 19 anos, Holly Morton-Bowles e Bianca Jones, morreram após consumirem bebidas adulteradas com metanol em um hostel frequentado por turistas. O incidente ocorreu em Vang Vieng, cidade conhecida entre mochileiros, e gerou comoção internacional e apelos por mais segurança em destinos turísticos.
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As jovens estavam hospedadas no Nana Backpackers Hostel quando começaram a apresentar sintomas graves de intoxicação. Levadas ao hospital, foram colocadas em aparelhos de suporte vital, mas faleceram com um dia de diferença. Exames confirmaram a presença de metanol, substância altamente tóxica usada em produtos industriais.
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Além das australianas, outras quatro pessoas de diferentes nacionalidades também morreram após consumir bebidas no mesmo local. Entre elas estavam uma advogada britânica, duas dinamarquesas e um cidadão americano. Todos apresentaram sintomas semelhantes, e os testes confirmaram a contaminação por metanol.
Especialistas alertam que é quase impossível identificar a presença de metanol em bebidas, já que a substância é incolor e inodora. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com os do álcool comum, mas evoluem rapidamente para quadros graves, como convulsões e coma, podendo levar à morte em poucas horas.
Os pais das vítimas pedem que o Laos seja retirado das listas de destinos turísticos até que medidas mais rígidas sejam adotadas. Eles relatam ausência de investigações e responsabilizações por parte das autoridades locais, o que aumenta a indignação e o sentimento de impunidade.
A premiê de Vitória, Jacinta Allan, e parlamentares britânicos também se manifestaram, cobrando ações concretas. A deputada Laura Trott propôs mudanças nos avisos de viagem do Reino Unido, destacando o risco real e pouco divulgado da ingestão de metanol em bebidas de países com fiscalização precária.
O Ministério das Relações Exteriores britânico atualizou suas recomendações, mas especialistas pedem alertas mais claros e amplamente divulgados. Enquanto isso, os familiares seguem buscando justiça e tentando evitar que outras tragédias semelhantes aconteçam.
O caso evidenciou os perigos ocultos em destinos turísticos de baixo custo, onde práticas ilegais e falta de controle colocam vidas em risco, especialmente entre jovens em busca de aventura.

