
Caminhante hesitante na mata ilustra a biofobia, medo e aversão ao ambiente natural (Foto: Instagram)
Somos constantemente lembrados de que passar tempo ao ar livre traz benefícios ao corpo e à mente, como redução do estresse, fortalecimento do sistema imunológico e até melhora no desempenho escolar das crianças. No entanto, nem todos se beneficiam desse contato: algumas pessoas desenvolvem medo, repulsa ou aversão a animais e ao ambiente natural, fenômeno conhecido como biofobia.
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O termo oposto à biofobia é biofilia, que descreve uma afinidade inata pela natureza. Ambos surgem na psicologia evolutiva, que via as respostas positivas e negativas ao mundo natural como adaptações a recursos e ameaças. Hoje, entende-se a biofobia como a aversão ampla ao ambiente natural, capaz de reduzir benefícios à saúde e dificultar a conservação ambiental.
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Em revisão de 196 estudos, distribuídos globalmente e concentrados em países ocidentais, foi observada uma expansão rápida do interesse pelo tema. As pesquisas vieram de áreas como conservação, ciências sociais e psicologia, mas revelaram divisões marcantes e vieses sobre que aspectos da natureza são investigados.
A biofobia emerge de fatores externos — como o ambiente físico e narrativas da mídia que reforçam medos (pense em “Tubarão”) — e internos, incluindo conhecimento, idade e estado de saúde. Esses elementos interagem: quem evita locais tidos como perigosos pode apoiar ações drásticas contra espécies como lobos, ursos e tubarões.
Para tratar a biofobia, propõem-se três abordagens: exposição gradual à natureza (do convívio informal a terapias clínicas), educação formal ou informativa e mitigação de conflitos, que busca reduzir riscos reais e compensar experiências negativas.
Ainda que alguns estudos se foquem nos impactos humanos e outros na conservação, é fundamental integrar essas visões para compreender e amenizar a aversão ao meio natural. Conforme a urbanização cresce e o contato com plantas e animais se reduz, reconhecer a biofobia torna-se essencial para recuperar os benefícios à saúde e proteger ecossistemas.

