
Mão recusando vinho simboliza o Janeiro Seco (Foto: Instagram)
O “Janeiro Seco” não é apenas um desafio de força de vontade; é um experimento fisiológico. Para Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal (CBCD), essa pausa de 30 dias, após o Réveillon, revela o impacto negativo e silencioso que o álcool — muitas vezes visto como inofensivo — tem no organismo.
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Ao retirar o álcool da rotina, o corpo entra em uma espécie de força-tarefa de reparo, com o fígado assumindo o papel principal nesse processo regenerativo.
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Em um período de 30 dias sem bebida, o fígado melhora a filtragem de toxinas (desintoxicação), reduz o acúmulo de gordura hepática e proporciona um alívio imediato, “como tirar um peso constante do organismo”.
A interrupção da ingestão alcoólica também alivia o desconforto digestivo: a irritação da mucosa do estômago cessa e o equilíbrio intestinal se restabelece, reduzindo sintomas como refluxo, gastrite, estufamento abdominal e inflamações gastrointestinais.
Os ganhos se estendem além do sistema digestivo. Nacif destaca que, sem álcool, o sono torna-se verdadeiramente reparador, resultando em mais disposição, maior clareza mental e melhor controle do estresse e do humor.
Após 30 dias de abstinência, o organismo fica mais sensível: uma eventual retomada do consumo faz com que a ressaca e outros efeitos negativos apareçam de forma mais rápida e intensa.
Para o especialista, o principal valor do Janeiro Seco é pedagógico: ao experimentar o bem-estar de um corpo livre de toxinas, a pessoa é convidada a decidir se volta aos antigos hábitos ou adota a moderação como regra para o ano todo.

