
Socorristas depositam flores e velas em memorial improvisado em Crans-Montana após o incêndio no bar Le Constellation. (Foto: Instagram)
A França recebeu três pessoas gravemente feridas — dois franceses e um suíço — no incêndio que destruiu o bar Le Constellation na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, na madrugada do Ano-Novo. Eles estão internados em hospitais de Paris e Lyon. A pedido das autoridades suíças, outros oito sobreviventes serão transferidos para unidades francesas nos próximos dias.
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O sinistro, apontado como um dos mais trágicos da região, já deixou cerca de 40 mortos e 115 feridos, dos quais até 100 em estado crítico. Autoridades alertam que a identificação dos corpos, muitos carbonizados, pode levar semanas. Enquanto isso, familiares vivem em angústia e homenagens se multiplicam na estação alpina.
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O deputado francês Alexis Corbière pediu vistoria ampla em estabelecimentos noturnos para reforçar sistemas de segurança e rotas de fuga. Vídeos nas redes registram a correria de vítimas tentando escapar do bar em chamas, com gritos de desespero. Stéphane Ganzer, conselheiro de Estado para Segurança do cantão do Valais, afirmou que o balanço pode piorar e destacou que muitos dos hospitalizados ainda não foram identificados.
Equipes forenses utilizam análise dentária e testes de DNA para identificar vítimas, processo que deve levar vários dias. O prefeito de Crans-Montana, Nicolas Féraud, reforçou que dar nome a todos é prioridade, mas “isso exigirá tempo”. Segundo Pascal Confavreux, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, nove cidadãos franceses estão entre os feridos e oito permanecem desaparecidos; três já foram transferidos e outros oito chegarão em breve.
A Itália informa seis cidadãos desaparecidos e 13 internados, dos quais cinco ainda não identificados, e o ministro Antonio Tajani visita Crans-Montana nesta sexta-feira. Enquanto as autoridades suíças confirmam cerca de 40 vítimas fatais, Roma fala em 47 mortes com base em relatos locais. Investigações preliminares indicam que faíscas de velas decorativas em garrafas de champagne atingiram o teto, provocando o fogo, e avaliarão se os materiais eram adequados. A Suíça decretou luto oficial de cinco dias e centenas de pessoas deixaram flores e velas em um memorial improvisado próximo ao bar.

