
Quando a vontade de malhar encontra a tentação de ficar no celular (Foto: Instagram)
Janeiro chega repleto de promessas — voltar a malhar, mudar hábitos, organizar as finanças e cuidar da saúde mental. Contudo, esse entusiasmo costuma esvair rápido, dando lugar à autossabotagem e resultando em cansaço, procrastinação, culpa e frustração.
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Em busca de entender por que tantas pessoas se boicotam mesmo desejando mudanças, a coluna Claudia Meireles entrevistou a neurocientista Leninha Wagner. Segundo ela, não é falta de força de vontade que atrapalha as promessas de Ano-Novo, mas sim um mecanismo de defesa cerebral moldado por medos, crenças limitantes e experiências anteriores.
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Esse ciclo de autossabotagem compromete o bem-estar físico, emocional e mental, favorecendo má alimentação, sedentarismo, insônia e até o surgimento de doenças psicossomáticas como cefaleia, problemas gastrointestinais e de pele.
A sensação de estagnação ou incapacidade alimenta quadros de ansiedade e, em casos mais graves, pode evoluir para depressão. Além disso, prejudica relacionamentos e desempenho no trabalho, levando ao isolamento e ao sentimento de inadequação.
Para quebrar esse padrão, é fundamental reconhecer os gatilhos comportamentais e dividir grandes metas em pequenas ações, de modo que cada etapa concluída gere motivação em vez de frustração, aproximando-se conscientemente dos objetivos.
A neurocientista ressalta ainda que a psicologia clínica é uma aliada importante, pois o acompanhamento profissional permite explorar as raízes dos comportamentos, ressignificar crenças negativas e fortalecer a relação com o “eu autêntico”.
Segundo Leninha Wagner, buscar ajuda especializada é um gesto de coragem e um passo indispensável para interromper o ciclo de autossabotagem e alcançar uma vida mais plena e satisfatória.

