
Ex-assessor de Bolsonaro Filipe Martins é conduzido à carceragem da PF em Ponta Grossa (Foto: Instagram)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que decretou a prisão preventiva do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins. Nas redes sociais, o parlamentar acusou o magistrado de inovar no absurdo ao encarcerar Martins por uma suposta pesquisa realizada no LinkedIn, enquanto o ex-presidente já acumula 153 dias em regime severo, com a saúde fragilizada e contato familiar restrito.
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A Polícia Federal cumpriu o mandado e prendeu Martins em sua residência, conduzindo-o à carceragem de Ponta Grossa (PR). Desde 27 de dezembro, ele estava em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica, e acabou detido preventivamente após, segundo Moraes, violar as medidas cautelares ao usar rede social.
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O ministro também determinou que a defesa de Martins prestasse esclarecimentos em até 24 horas sobre o uso do LinkedIn. Os advogados, no entanto, afirmam que ele não acessou a plataforma durante o período em que estava proibido.
Nikolas Ferreira classificou como injustificável a prisão baseada em uma “suposta busca” e ressaltou a falta de fundamentação concreta, sugerindo que as ações de Moraes configuram perseguição política. Ele defendeu que o Senado deve intervir para pôr fim ao que chamou de abusos.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento do núcleo 2 da trama golpista. A Procuradoria-Geral da República apontou que ele gerenciava ações de uma organização criminosa criada para tentar manter Jair Bolsonaro no poder.
Segundo a acusação, Martins e aliados elaboraram a “minuta do golpe”, monitoraram planos de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin e do próprio Alexandre de Moraes, além de articular na PRF mecanismos para dificultar o voto de eleitores da Região Nordeste em 2022.
Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro César Cid declarou que foi Martins quem apresentou ao então presidente Jair Bolsonaro o rascunho do decreto golpista após a vitória de Lula em 2022.

