
Marcadores genéticos revelam sombras compartilhadas entre transtornos mentais (Foto: Instagram)
Em muitos casos, pessoas diagnosticadas com um transtorno psiquiátrico acabam desenvolvendo outras condições ao longo da vida. Uma pesquisa recente aponta que esse fenômeno pode ser explicado pelo compartilhamento de fatores genéticos entre tais distúrbios.
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O trabalho, publicado na revista Nature em 10 de dezembro, foi coordenado pelo Grupo de Trabalho Interdisciplinar do Consórcio de Genômica Psiquiátrica, com pesquisadores das universidades de Harvard e Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos.
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Kenneth Kendler, da Virginia Commonwealth University, ressalta que, sem exames laboratoriais definitivos, a psiquiatria depende de sinais e sintomas. A genética surge como ferramenta para compreender as relações entre os transtornos mentais.
Ao analisar dados de mais de 6 milhões de pessoas, os autores identificaram semelhanças genéticas compartilhadas entre diferentes condições psiquiátricas.
Na comparação entre cerca de 1 milhão de indivíduos diagnosticados e 5 milhões sem transtornos, foram detectados 428 variantes ligadas a mais de um distúrbio e 101 regiões cromossômicas onde essas variantes se concentram.
Os resultados mostram que o transtorno depressivo maior (TDM), a ansiedade e o transtorno de estresse pós-traumático compartilham cerca de 90% dos marcadores genéticos, enquanto esquizofrenia e transtorno bipolar dividem aproximadamente 66% de fatores de risco. Padrões de ativação gênica e tipos celulares afetados também se assemelham.
Os pesquisadores afirmam que os achados fornecem base para investigações futuras e podem orientar o desenvolvimento de novos tratamentos ou a adaptação de terapias já existentes.

