
Presidente da Venezuela veste uniforme militar e empunha espada dourada durante discurso (Foto: Instagram)
Um grande júri federal nos Estados Unidos apresentou denúncia contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Segundo a acusação realizada em Nova York, as penas vão de no mínimo 20 anos de prisão até a prisão perpétua.
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O processo corria em segredo até a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, tornar o indiciamento público. A revelação foi feita pela coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles, que detalhou a atuação do grande júri federal do Distrito Sul de Nova York.
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De acordo com a peça acusatória, Maduro teria comandado por mais de 20 anos uma organização criminosa no alto escalão do governo venezuelano. O grupo teria usado instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos para despachar toneladas de cocaína aos Estados Unidos.
A denúncia afirma ainda que o esquema funcionava em conluio com grupos terroristas ou narco-terroristas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Cartel de Sinaloa, os Los Zetas e o Tren de Aragua.
Além de Maduro, foram indiciados o ministro do Interior venezolano, Diosdado Cabello; a primeira-dama Cilia Flores; o deputado Nicolás Maduro Guerra; e outros aliados do regime apontados como participantes ou facilitadores da rede criminosa.
Os supostos crimes teriam ocorrido de 1999 a 2025, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, uso de armamentos pesados como metralhadoras e explosivos, além de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. A pena mínima prevista é de 20 anos de reclusão, podendo ser ampliada até a prisão perpétua.

