
Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, faz pronunciamento em Caracas após ofensiva militar dos EUA. (Foto: Instagram)
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que a nação resistirá à pressão norte-americana mesmo após a ofensiva militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. A fala foi feita neste sábado (3/1) em Caracas, durante encontro do Conselho de Defesa venezuelano.
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Rodríguez afirmou que o país está preparado para proteger seus interesses nacionais e energéticos. Em meio à incerteza sobre o cenário político venezuelano — no qual o presidente Donald Trump anunciou que os EUA vão assumir o controle até uma transição —, a vice ratificou que “só existe um presidente neste país, e seu nome é Nicolás Maduro Moros”.
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A política de 56 anos classificou a operação americana como uma tentativa de “mudança de regime” para apropriar-se dos recursos energéticos, minerais e naturais do território. Ela definiu o ataque como “uma barbárie” e afirmou que os venezuelanos nunca mais serão escravos ou colônia de qualquer potência, o que motivou a mobilização de todo o aparato estatal para defender a soberania.
Apesar do tom beligerante, Rodríguez ressaltou que a Venezuela está disposta a manter “relações de respeito” fundamentadas na “legalidade internacional”. “É a única condição de diálogo após terem agredido militarmente a nossa pátria”, enfatizou.
De acordo com o governo norte-americano, a vice de Maduro estaria colaborando com Washington após a deposição de Maduro. No entanto, as tratativas em curso ainda não foram detalhadas. Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA governarão a Venezuela de forma interina e explorarão fortemente o petróleo venezuelano.
Depois de ser detido por militares dos EUA, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados aos Estados Unidos, onde devem responder a acusações ligadas ao tráfico de drogas — cujas evidências não foram completamente divulgadas pelas autoridades americanas.

