O Foro de São Paulo foi criado em 1990, em São Paulo, por iniciativa do então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente cubano Fidel Castro. O surgimento do grupo ocorreu em um contexto de reconfiguração da esquerda mundial, após a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética, com o objetivo declarado de promover a reorganização política e ideológica da esquerda latino-americana.
Desde sua fundação, o Foro passou a funcionar como um espaço de articulação entre partidos, lideranças e movimentos sociais da região. Reuniões periódicas discutiam estratégias eleitorais, modelos de governo e posições comuns sobre temas como soberania, política externa, papel do Estado e integração regional.
Ao longo das décadas seguintes, partidos ligados ao Foro chegaram ao poder em diversos países da América Latina, como Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina e Nicarágua. Em vários desses casos, os governos adotaram políticas de ampliação do Estado, programas de assistência social e mudanças institucionais profundas, o que gerou apoio entre setores populares, mas também críticas de opositores e analistas políticos.
Críticos do Foro de São Paulo apontam que, em determinados países, essas experiências estiveram acompanhadas de concentração de poder, conflitos entre Executivo e demais instituições, pressões sobre a imprensa e enfraquecimento de mecanismos democráticos. Esses processos, segundo especialistas, contribuíram para crises políticas, econômicas e institucionais em diferentes graus, dependendo do contexto nacional.
A Venezuela é frequentemente citada como o exemplo mais extremo. Governada por Hugo Chávez e, posteriormente, por Nicolás Maduro, o país enfrentou colapso econômico, hiperinflação, êxodo populacional e denúncias de violações de direitos humanos.
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Nos últimos anos, o cenário regional passou por mudanças significativas. Governos associados ao Foro perderam eleições, enfrentaram sanções internacionais, crises econômicas ou desgaste interno. Mudanças de comando em países da região, investigações contra lideranças e a perda de apoio popular têm sido apontadas por analistas como sinais de enfraquecimento do bloco político articulado a partir do fórum.
Analistas avaliam que o Foro de São Paulo segue existindo como espaço político, mas com influência reduzida em comparação ao período de maior expansão. O enfraquecimento de governos aliados, o isolamento diplomático de alguns países e o avanço de forças políticas de orientação oposta indicam uma nova fase no equilíbrio de poder da América Latina.
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