
Logo Caruaruense encerra operações em Pernambuco após denúncias (Foto: Instagram)
A Logo Caruaruense anunciou oficialmente o encerramento de suas operações em Pernambuco depois que o site Metrópoles publicou uma série de reportagens apontando que a empresa, de propriedade dos pais da atual governadora, vinha atuando de forma irregular no estado. Segundo a apuração do veículo, a falta de certidões negativas atualizadas e o descumprimento de obrigações fiscais e trabalhistas teriam sido registrados em documentos oficiais, motivando questionamentos sobre a regularidade do negócio. A decisão de fechar as portas ocorreu dias depois da repercussão das informações, o que gerou forte repercussão no cenário político e empresarial local.
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De acordo com especialistas em direito empresarial, operar sem as certidões negativas exigidas pelas autoridades estaduais e municipais pode levar não só ao bloqueio de contratos públicos, como também à aplicação de multas e à proibição de novos registros. O termo “irregularidade” utilizado no relatório do Metrópoles faz referência a falhas que vão desde atrasos no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) até a falta de cumprimento das normas relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Essas obrigações são essenciais para que uma companhia funcione dentro dos parâmetros legais estabelecidos pelas legislações federal, estadual e municipal.
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O impacto da investigação do Metrópoles se insere em um contexto mais amplo de controle jurídico e fiscalização de empresas vinculadas a agentes públicos. Historicamente, reportagens de veículos de imprensa independentes têm contribuído para revelar casos de nepotismo, clientelismo e conflitos de interesse, levando autoridades de várias esferas a adotarem medidas de correção. No caso da Logo Caruaruense, a proximidade familiar entre os donos do negócio e a chefe do executivo estadual intensificou o debate sobre transparência e integridade na administração pública.
Em Pernambuco, as empresas devem se registrar junto à Junta Comercial, obter licenças da Secretaria da Fazenda e manter atualizados os registros na Caixa Econômica Federal e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para evitar irregularidades. A legislação local prevê que qualquer irregularidade detectada em documentos fiscais ou trabalhistas acarreta desde advertências até a perda de direitos a benefícios e a suspensão do alvará de funcionamento. A somatória dessas medidas visa a coibir práticas nocivas à economia local e garantir que operadores do setor cumpram integralmente a legislação vigente.
O desfecho do caso, com o fechamento da Logo Caruaruense, levanta questionamentos sobre a conduta de figuras públicas em relação aos negócios familiares e reforça a ideia de que o escrutínio jornalístico é fundamental para a manutenção de padrões éticos. Ainda não se sabe se haverá investigações oficiais por parte dos órgãos responsáveis ou se serão movidas ações judiciais pelos credores da empresa. De toda forma, a exposição do suposto funcionamento irregular motivou reflexões sobre governança corporativa e a necessidade de estabelecer normas claras para prevenir conflitos de interesse e assegurar que a atuação de parentes de autoridades ocorra sempre dentro dos limites legais.

