
Jovem de 18 anos usou perfis falsos para ameaças virtuais (Foto: Instagram)
Um jovem de 18 anos admitiu ter criado perfis falsos em diversas redes sociais com o intuito de promover ameaças de morte contra uma vítima específica e seus familiares. Segundo a confissão, o suspeito registrava novas contas sob pseudônimos, utilizando serviços de e-mail descartável e redes privadas virtuais (VPN) para ocultar sua identidade e localização. A estratégia de múltiplos perfis permitia manter a cobertura e dificultar a identificação pelas autoridades, complicando o trabalho de investigação inicial.
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Ele informou que, por meio dessas contas, enviava mensagens de texto e até áudios com conteúdo violento e ameaçador, descrevendo planos de causar danos físicos. Em muitos casos, as ameaças eram formuladas de maneira detalhada, o que aumentou o grau de preocupação das vítimas. O envio recorrente desses ataques virtuais gerou um ambiente de medo contínuo tanto para o alvo principal quanto para parentes que também foram acionados pelas mensagens.
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A identificação do jovem ocorreu após uma perícia técnica sobre as atividades digitais dos perfis denunciados. Especialistas em crimes cibernéticos analisaram registros de endereços IP, metadados e padrões de comportamento online para traçar conexões entre as contas falsas. Essas provas foram reunidas em um inquérito policial, possibilitando a quebra do sigilo dos dados e a confirmação da autoria das ameaças. O processo evidenciou a atuação de delegacias especializadas em combate a crimes virtuais.
No ordenamento jurídico brasileiro, o crime de ameaça está tipificado no Código Penal, no artigo 147, com pena prevista de detenção de um a seis meses ou multa. A prática torna-se ainda mais grave quando direcionada a grupo familiar ou quando utiliza meio que dificulta a defesa da vítima, podendo ensejar agravantes. Além disso, as consequências podem incluir medidas protetivas e acompanhamento psicológico, conforme previsto na legislação de combate à violência doméstica e familiar.
As vítimas de ameaças virtuais enfrentam não apenas o medo de uma agressão real, mas também o estresse constante gerado pela incerteza de quando ou onde o autor poderá agir. Especialistas recomendam que todos os casos sejam imediatamente denunciados às autoridades competentes, fornecendo o máximo de provas possíveis, como capturas de tela, áudios e URLs. O apoio de organizações não governamentais e de serviços de acolhimento psicológico é fundamental para auxiliar quem sofre esse tipo de crime.
O caso ressalta a importância de aprimorar técnicas de investigação digital e reforçar a legislação para acompanhar a evolução das plataformas online. Conforme cresce o uso de redes sociais, aumenta também a necessidade de conscientizar a população sobre medidas de segurança, como a proteção de senhas, verificação em duas etapas e uso de ferramentas de bloqueio de perfis suspeitos. A cooperação entre empresas de tecnologia e órgãos de segurança pública é essencial para agilizar respostas e reduzir o número de ocorrências semelhantes.

