
Ministra participa de evento após anúncio de Enio Verri sobre vaga no Senado (Foto: Instagram)
O diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri, anunciou nesta semana que irá renunciar à sua pré-candidatura ao Senado Federal para abrir espaço à ministra que participa das negociações políticas do bloco. Enio Verri destacou que a decisão foi tomada em comum acordo com lideranças partidárias e tem como objetivo fortalecer a unidade interna e otimizar a estratégia eleitoral na região. A mudança reforça o alinhamento entre o Poder Executivo e as siglas parceiras, visando à consolidação de uma chapa competitiva.
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Segundo comunicado oficial, Enio Verri entendeu que o movimento contribuirá para agilizar acordos e reduzir disputas internas, cedendo a vaga de candidato ao Senado à ministra envolvida no processo. A iniciativa faz parte de um amplo entendimento entre o governo federal e as forças aliadas, com o propósito de distribuir espaços de representação política de forma equilibrada. As conversas vinham se intensificando desde o início do ano, quando surgiram demandas por maior participação de mulheres em cargos eletivos.
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A Itaipu Binacional é uma das maiores hidrelétricas do mundo, resultado de um acordo entre Brasil e Paraguai assinado em 1973. Com capacidade instalada superior a 14 mil megawatts, a usina responde por parcela relevante do fornecimento de energia no País e gera dólares em royalties que são revertidos em programas sociais e investimentos em infraestrutura. O cargo de diretor-geral cabia a Enio Verri desde sua nomeação, conferindo-lhe papel central na condução de políticas energéticas e nas relações bilaterais.
Enio Verri possui trajetória política consolidada, tendo exercido mandatos como deputado estadual e federal no Paraná. Sua escolha para a direção da Itaipu Binacional atendeu à lógica de atribuir ao cargo um perfil técnico com forte interlocução política. Como diretor-geral, Verri coordenou processos de modernização de equipamentos, diálogo com comunidades locais e aprimoramento de protocolos ambientais, o que reforçou a visibilidade de seu nome no cenário público.
A pré-candidatura ao Senado exigia registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral e mobilização de bases partidárias em todo o estado. Esse tipo de disputa envolve agendas de campanha, elaboração de plataformas e captação de recursos, atividades que demandam tempo e dedicação. Ao optar por retirar-se do pleito, Enio Verri buscou evitar dispersão de esforços e garantir que a ministra contemplada possa concentrar-se totalmente nas articulações eleitorais e no contato com o eleitorado.
Com a alteração no quadro de candidatos, espera-se que o bloco governista alcance maior coesão e amplie seu potencial de votos. A entrada da ministra na corrida senatorial sinaliza investimento em diversidade de perfis e reforça compromissos assumidos com a participação feminina na política. A decisão de Enio Verri, neste contexto, simboliza um movimento estratégico de bastidores, com impacto direto na configuração das chapas e na dinâmica da campanha que se avizinha.

