
Desejo noturno por doces: entenda causas e soluções (Foto: Instagram)
Sentir um desejo intenso por alimentos doces durante a noite é uma queixa comum entre muitas pessoas e pode estar associado a vários fatores fisiológicos e comportamentais. Em nível biológico, oscilações nos níveis de glicose no sangue e alterações hormonais, como a liberação de cortisol e melatonina, podem influenciar o apetite e a preferência por carboidratos simples ao anoitecer. Além disso, períodos longos de jejum ao longo do dia ou refeições com baixo teor de proteínas podem levar a picos de fome por substâncias que ofereçam energia rápida e sensação de recompensa cerebral.
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Do ponto de vista nutricional, uma alimentação desequilibrada com ingestão excessiva de alimentos processados ao longo do dia tende a oferecer picos de glicemia seguidos por quedas bruscas, desencadeando a vontade de compensar rapidamente com doces. Em paralelo, fatores emocionais como estresse, ansiedade e até mesmo tédio podem estimular a busca por açúcar, já que o consumo de carboidratos simples aumenta momentaneamente a produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores relacionados à sensação de bem-estar.
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As necessidades energéticas variam conforme o estilo de vida e o nível de atividade física de cada pessoa. Quem faz exercícios intensos à tarde, por exemplo, pode sentir maior carência de carboidratos logo após o treino e, se não houver reposição adequada com alimentos de baixo índice glicêmico, pode surgir a ânsia por doces à noite. Para equilibrar isso, nutricionistas recomendam fracionar as refeições e incluir fontes de proteína magra, gorduras saudáveis e fibras, que promovem saciedade prolongada e evitam os altos e baixos de glicose.
Além dos hábitos alimentares, a qualidade do sono exerce papel fundamental na regulação do apetite. A restrição de horas de descanso ou a fragmentação do sono podem alterar o funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, elevando o cortisol e interferindo na sensibilidade à insulina. Esses desajustes hormonais colaboram para a intensificação do desejo por doces, especialmente em horários normalmente associados ao relaxamento e ao ato de dormir.
Para ajustar a rotina e reduzir a vontade de doce noturna, é importante criar um cronograma alimentar regular e evitar ir para a cama com fome. Inserir no jantar alimentos ricos em triptofano, como leguminosas e laticínios fermentados, pode auxiliar na produção de melatonina e favorecer melhor qualidade do sono. Além disso, manter-se hidratado, praticar atividades de relaxamento antes de dormir e moderar o consumo de estimulantes, como café e álcool, ajuda a equilibrar os hormônios ligados ao apetite.
Por fim, caso a vontade por doces persista e comece a afetar a qualidade de vida ou a saúde metabólica, é recomendável buscar orientação de um profissional de saúde. Testes de glicemia de jejum, avaliação de perfil lipídico e discussão sobre aspectos emocionais podem auxiliar a identificar deficiências nutricionais, distúrbios hormonais ou gatilhos emocionais. Com informações adequadas e ajustes personalizados, é possível minimizar os episódios de compulsão noturna e estabelecer hábitos alimentares mais saudáveis e equilibrados.

