
Gaiolas improvisadas com aves exóticas resgatadas em cativeiro clandestino em Ceilândia (DF). (Foto: Instagram)
Em uma operação recente, mais de 30 aves exóticas foram resgatadas em um cativeiro ilegal em Ceilândia (DF), após denúncia anônima que apontava condições precárias de manutenção e possível tráfico de animais silvestres. As aves, pertencentes a espécies nativas de várias regiões do país, estavam confinadas em espaços reduzidos, sem acesso adequado a alimentação balanceada e sem condições mínimas de higiene e bem-estar. A descoberta chamou atenção para a persistência desse tipo de crime ambiental na região.
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A ação foi executada por agentes ambientais e pela força de segurança local que atenderam à ocorrência em Ceilândia (DF). No momento do resgate, foram encontradas gaiolas improvisadas, redes e poleiros inadequados ao tamanho das aves, além de resíduos de fezes acumulados em todas as instalações. Os responsáveis pelo cativeiro não apresentaram documentação ou autorização legal para a manutenção dos animais, fato que configura crime previsto na legislação ambiental brasileira.
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Após o resgate, as aves foram encaminhadas a um núcleo de atendimento especializado em fauna silvestre, onde passam por exames de saúde, avaliação comportamental e processo de reabilitação. Especialistas ressaltam que, em alguns casos, a soltura imediata ao habitat natural é inviável, seja pela falta de condições de sobrevivência no local de origem ou pelo estresse causado pelo cativeiro inadequado.
A legislação brasileira, como previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), classifica como crime manter espécies da fauna silvestre em condições irregulares, sem autorização do órgão ambiental competente. A pena para o crime pode variar de três meses a um ano de detenção, além de multa, dependendo da gravidade e das circunstâncias da infração. O objetivo da norma é proteger a biodiversidade e combater o tráfico de animais.
O comércio ilegal de aves exóticas configura um dos principais desafios ao meio ambiente no Brasil, pois afeta diretamente a fauna nativa e coloca em risco a integridade de ecossistemas. A prática reduz a população natural das espécies, compromete a dinâmica dos habitats e favorece a disseminação de doenças que podem levar ao sofrimento ou à morte dos animais.
Especialistas em conservação ambiental destacam a importância de denúncias e de uma rede eficaz de fiscalização para coibir o cativeiro clandestino. A sociedade civil, ao colaborar com informações e apoios às entidades de proteção à fauna, desempenha papel fundamental na prevenção de novos crimes ambientais e na promoção do bem-estar animal.

