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O Brasil registra 8.557 mortes de mulheres vítimas de feminicídio entre 2020 e 2025

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Rosto ferido e lágrimas: símbolo da urgência no combate ao feminicídio (Foto: Instagram)

O Brasil contabilizou a morte de 8.557 mulheres em casos classificados como feminicídio no intervalo de 2020 a 2025, de acordo com levantamento divulgado recentemente. Esses dados representam a soma de ocorrências em que vítimas foram assassinadas em razão de seu gênero, o que reforça a urgência de políticas públicas voltadas ao combate da violência contra a mulher.

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O estudo também ressalta que o total ainda não inclui registros de SP, AL, PE e PB, quatro unidades da federação que não enviaram suas estatísticas ao sistema central até a data de corte. A ausência dessas informações sugere que o número real de casos de feminicídio pode ser ainda maior, uma vez que estados com alta população tendem a registrar índices expressivos de violência de gênero.

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No Brasil, o crime de feminicídio foi tipificado pela Lei 13.104/2015, que alterou o Código Penal para incluir o assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica e outras situações em que se identifica inequívoco menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Essa normativa também prevê penalidades mais severas, incluindo aumento de pena, quando o crime é cometido contra gestantes, mulheres com deficiência ou em presença de menores.

A consolidação de estatísticas nacionais sobre feminicídio envolve múltiplos órgãos, como secretarias estaduais de segurança pública e o Observatório de Segurança, além de plataformas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A padronização da coleta de dados exige o compartilhamento digital de boletins de ocorrência e laudos periciais em tempo hábil, o que pode sofrer atrasos ou lacunas em localidades com infraestrutura limitada.

Historicamente, a criação de leis específicas e a divulgação de campanhas como o Disque 180 e o Ligue 100 têm estimulado denúncias e ampliado a visibilidade dos casos de violência contra a mulher. Apesar disso, o número de 8.557 assassinatos entre 2020 e 2025 indica que o fenômeno persiste com intensidade no território nacional. A mortalidade resulta de fatores complexos, incluindo machismo estrutural, falta de apoio financeiro para vítimas e dificuldades de acesso a abrigos e serviços de atendimento.

Para além do registro de ocorrências, especialistas apontam que ações de prevenção devem incluir educação em gênero nas escolas, capacitação de profissionais de saúde e segurança, além de campanhas de conscientização em comunidades. A efetividade dessas medidas depende também do monitoramento constante dos registros de feminicídio e de sua atualização em tempo real, de modo a fornecer subsídios para aprimorar leis e programas de acolhimento.

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