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Essa é Tatiana Sampaio, a cientista brasileira que devolveu o movimento a 6 pacientes paraplégicos

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A pesquisadora brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, doutora em biologia e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganhou destaque internacional por liderar uma pesquisa que apontou resultados surpreendentes na recuperação de movimentos em pacientes com lesões graves na medula espinhal, condição que geralmente causa paraplegia ou tetraplegia. A descoberta, batizada de polilaminina, é um composto experimental derivado de proteínas da placenta humana que tem mostrado potencial para estimular a regeneração do sistema nervoso. 

O composto atua como uma malha estrutural capaz de orientar neurônios e facilitar a reconexão funcional entre o cérebro e os membros, área que normalmente é irreversivelmente danificada em traumas na coluna. Estudos iniciais com polilaminina já mostraram que ela pode permitir que sinais elétricos voltem a percorrer caminhos nervosos antes interrompidos, possibilitando que pacientes paraplégicos recuperem parte ou totalidade de seus movimentos. 

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Em um dos casos relatados, pacientes que haviam perdido movimentos após acidentes ou quedas começaram a apresentar recuperação gradual de sensibilidade e força após receber a substância em testes experimentais. A polilaminina foi aplicada diretamente na região lesionada da medula espinhal pouco depois da ocorrência do trauma, e em praticamente todos os casos houve retomada de capacidade motora mínima ou substancial, algo considerado inédito na ciência tradicional. 

A descoberta de Tatiana e sua equipe é fruto de mais de duas décadas de pesquisa sobre a laminina, uma proteína que existe naturalmente no organismo e que desempenha papel fundamental no desenvolvimento do sistema nervoso. Ao compreender como essa proteína pode ser transformada em uma forma que estimula regeneração, os cientistas brasileiros abriram caminho para terapias que antes eram apenas teorizadas em artigos científicos. 

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O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizam atualmente o início de estudos clínicos em humanos para testar a segurança e eficácia da polilaminina em um número maior de voluntários, o que representa um passo crucial para que o tratamento possa, no futuro, ser aprovado como medicamento. Essas fases clínicas avaliadoras são essenciais para determinar se a abordagem funcionará de forma consistente e segura fora dos estudos iniciais. 

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