De acordo com informações do SBT News, um fundo de investimento associado à família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou suas atividades e transferiu R$ 33,9 milhões em cotas para uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, conhecido paraíso fiscal onde a identificação de beneficiários é difícil. A movimentação foi registrada após uma valorização extraordinária das cotas e ocorre em meio às investigações em curso sobre fundos ligados ao esquema investigado no caso do Banco Master.
O fundo em questão, denominado Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, era administrado pela gestora Reag Investimentos. Ele tinha entre seus ativos a participação em ações do resort Tayayá, no Paraná, um empreendimento no qual os irmãos de Toffoli, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, também participaram como sócios em determinado período.
Em assembleia realizada em 5 de novembro de 2025, os cotistas do fundo aprovaram a transferência de ativos avaliados inicialmente em R$ 11,5 milhões para a offshore Egide I Holding. Cerca de um mês depois, em 4 de dezembro, ocorreu uma valorização abrupta das cotas, cujo valor unitário saltou para R$ 679,13, um aumento de aproximadamente 45.000% em relação ao preço anterior, elevando o total transferido para quase R$ 34 milhões.
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A Arleen, que já havia investido cerca de R$ 20 milhões na compra de ações ligadas ao empreendimento dos familiares do ministro, deixou de existir como fundo ao concluir a transferência total de seus ativos à offshore. As Ilhas Virgens Britânicas, onde a Egide I Holding está sediada, são consideradas paraíso fiscal e dificultam a obtenção de informações sobre os proprietários e controladores finais da empresa.

