
Capitu, a anta resgatada pela PMA em Amambai (MS) (Foto: Instagram)
Capitu, uma anta brasileira, foi retirada de um circo na cidade de Amambai (MS) pela ação da Polícia Militar Ambiental (PMA) após constatação de uso ilegal como atração. O flagrante ocorreu durante uma operação de rotina que fiscaliza estabelecimentos itinerantes e garante o cumprimento da legislação ambiental em todo o estado de Mato Grosso do Sul.
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A equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA) manteve contato com os responsáveis pelo circo para formalizar o auto de infração e providenciar o resgate imediato de Capitu. Em seguida, o animal foi encaminhado a um centro de triagem especializado, onde veterinários e biólogos realizaram exames clínicos e avaliação comportamental, garantindo assistência adequada antes de definir seu futuro habitat.
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A legislação brasileira, principalmente a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), veda a exploração de fauna silvestre em apresentações circenses. O uso de espécies nativas para entretenimento envolve riscos à saúde dos animais, pois ambientes fechados, transporte frequente e falta de estímulos naturais comprometem seu bem-estar físico e mental.
Casos como o de Capitu são recorrentes em operativos realizados pelo órgão ambiental militar. De acordo com diretrizes nacionais, circos que utilizam animais silvestres estão sujeitos a multas, interdição de atividades e responsabilização criminal dos dirigentes. A Polícia Militar Ambiental orienta ainda sobre procedimentos de manejo, soltura ou readequação dos animais em núcleos de conservação para garantir a reintegração segura à natureza ou abrigo definitivo.
A cidade de Amambai (MS), localizada na fronteira com o Paraguai, recebe frequentemente circos itinerantes devido à proximidade com rodovias federais. Essa circunstância favorece tanto a atração de público quanto a fiscalização ambiental, já que a PMA intensifica rondas em pontos estratégicos. Em muitas situações, são encontradas também serpentes e aves exóticas mantidas em cativeiro de forma irregular.
Após os exames iniciais, Capitu permanecerá em observação até que seja considerada apta para ser transferida a um santuário de fauna. Nesse local, o acompanhamento veterinário e comportamental será contínuo, com esforços para promover a reabilitação e possível soltura em área de soltura segura, respeitando critérios técnicos de habitat e adaptabilidade.
O resgate de Capitu reforça a importância do trabalho da Polícia Militar Ambiental (PMA) na preservação da fauna brasileira. Além de coibir práticas ilegais, a corporação realiza ações educativas junto a proprietários rurais, escolas e comunidades, visando conscientizar sobre a proteção das espécies ameaçadas e a necessidade de coexistência harmoniosa entre seres humanos e animais silvestres.

