
Gritos da adversária japonesa tensionam duelo em Melbourne (Foto: Instagram)
Cistea demonstrou evidente incômodo com os gritos da adversária japonesa ao longo do confronto, e o clima permaneceu carregado até depois do ponto final em Melbourne. A reação da tenista chamou a atenção de espectadores e comentaristas, evidenciando como fatores externos podem influenciar a concentração em jogos de alto nível.
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Durante o embate realizado em Melbourne, o ambiente sonoro ganhou protagonismo quando a jogadora japonesa elevou o tom de voz a cada ponto vencido, algo que não passou despercebido por Cistea. A estratégia de provocar ruído intenso, ainda que permitida pelos regulamentos, criou uma tensão visível em quadra. O público local também reagiu, dividindo-se entre o apoio à nativa do Japão e a solidariedade à postura da atleta romena.
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Cistea, reconhecida no circuito profissional por seu estilo agressivo de fundo de quadra, já havia destacado em entrevistas anteriores a importância de manter o foco mesmo diante de distrações. No entanto, o volume contínuo de gritos da japonesa acabou afetando seu ritmo de jogo, obrigando-a a adotar uma postura mais reativa do que ofensiva, o que resultou em variações no desempenho ao longo dos games.
No tênis profissional, as regras da Federação Internacional determinam que ruídos ocasionados por jogadores sejam tolerados, desde que não infrinjam instrumentos de medição de som nas dependências oficiais. Ainda assim, situações como essa reforçam a discussão sobre os limites aceitáveis de barulho intencional em quadra. Especialistas em psicologia esportiva apontam que a concentração pode ser prejudicada por estímulos sonoros que fogem ao controle do atleta.
Historicamente, já ocorreram casos em torneios de Grand Slam em que vozes e palmas de adversários foram alvo de críticas. Em Wimbledon e Roland-Garros, por exemplo, competidoras chegaram a solicitar advertências ao árbitro principal, alegando que a insistência em manifestações sonoras comprometia o desempenho. No entanto, cada situação é avaliada de forma singular pelos juízes de cadeira, que consideram fatores como intensidade, frequência e intenção.
Apesar do desconforto provocado pelos gritos da japonesa, Cistea conseguiu concluir a partida sem recorrer a protestos formais, optando por canalizar a energia para o jogo. O resultado final refletiu não apenas a disputa de pontos, mas também a capacidade de ambos os atletas em lidar com adversidades emocionais. Com o encerramento em Melbourne, a romena já mira nos próximos desafios do calendário, buscando ajustar o preparo mental para que situações semelhantes não impeçam seu ritmo em quadra.

