A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de matar pelo menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, aplicando substâncias letais diretamente nas veias das vítimas. As imagens captadas pelas câmeras de segurança e divulgadas pelo Metrópoles mostram parte do momento em que os profissionais tratavam pacientes internados e, em seguida, administravam substâncias que resultaram nas mortes.
De acordo com a investigação, o principal suspeito, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, teria acessado o sistema hospitalar utilizando o login de uma médica que não estava no plantão, prescrevendo medicamentos de forma irregular ou substâncias que causam parada cardíaca quando aplicadas em veia. Ele então retirava os produtos na farmácia da unidade, preparava doses e aplicava em pacientes internados na UTI.
++ Polícia não trata caso como terrorismo e investiga possível violência doméstica
Em um dos casos relatados, a polícia identificou que o suspeito teria injetado desinfetante na paciente Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, pelo menos dez vezes, o que provocou parada cardiorrespiratória e sua morte. Segundo o delegado responsável, Wisllei Salomão, os suspeitos inicialmente negaram as acusações, afirmando que apenas administravam medicamentos indicados, mas acabaram sendo confrontados com as provas das câmeras de segurança.
Além de Marcos, duas técnicas de enfermagem, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, e Amanda Rodrigues de Sousa, foram detidas sob acusação de coautoria ou conivência, por terem participado de alguma forma da ação ou auxiliado a execução dos atos. As mortes ocorreram em novembro e dezembro de 2025, e a investigação policial está tratando os casos como homicídios qualificados, já que foram aplicadas substâncias letais de forma deliberada a pessoas vulneráveis e sob cuidados médicos.
++ Disney celebra 75° aniversário de Cinderela com releitura de Viktor & Rolf e Mattel
Segundo a reportagem da CNN Brasil, os técnicos não apenas injetavam os produtos letais, como tentavam disfarçar a ação, realizando manobras de socorro ou massagem cardíaca após as aplicações, como se estivesse tentando reanimar as vítimas. Essa tática, aparentemente, visava encobrir as verdadeiras causas das paradas cardíacas enquanto outras equipes e familiares não estavam observando diretamente o que ocorria.
As vítimas identificadas até o momento incluem um servidor público de 63 anos, uma professora aposentada de 75 anos e um homem de 33 anos, todos internados por condições médicas distintas antes das aplicações fatais. A PCDF continua investigando se há outros óbitos suspeitos relacionados ao mesmo padrão de conduta dentro da unidade hospitalar e a possível motivação por trás dos crimes ainda não foi esclarecida.

