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ONGs acusam Globo de apologia à violência em Vida de Rodeio

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Peão se prepara para a montaria em rodeio iluminado por fogos de artifício (Foto: Instagram)

Diversas ONGs de proteção aos animais têm criticado o documentário Vida de Rodeio, produzido pela Globo, por supostamente endossar práticas consideradas agressivas contra bois. Segundo essas entidades, o material audiovisual apresentaria cenas em que os animais são submetidos a estresses físicos e mecânicos, criando um ambiente de entretenimento baseado no sofrimento dos bovinos. As organizações afirmam que a exibição das imagens, sem um posicionamento crítico ou contextualização sobre o bem-estar animal, pode estimular a naturalização da violência em rodeios pelo país.

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Representantes de entidades como o Instituto Brasileiro de Proteção Animal e o Grupo Amigos dos Animais ressaltam que Vida de Rodeio mostra montarias e provas na arena sem destacar as consequências que esses eventos podem causar à saúde física e mental dos bois. De acordo com os defensores dos direitos dos animais, a falta de menção a normativas de bem-estar ou fiscalização adequada reforça a interpretação de que o espetáculo é algo trivial, desconsiderando possíveis lesões, traumas e estresse agudo nos animais envolvidos.

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No conteúdo de Vida de Rodeio, a Globo apresenta narrativas sobre a trajetória de competidores e o clima festivo das arenas de rodeio, intercalando depoimentos de peões e cenas de bastidores. Contudo, as organizações de proteção animal questionam a ausência de especialistas em comportamento bovino para comentar os impactos dessas práticas. Em vez de um jornalismo investigativo mais aprofundado, o documentário remete a um registro quase neutro, sem apontar políticas de regulamentação ou discutir alternativas mais seguras para o entretenimento no meio rural.

Para as ONGs de proteção aos animais, a apologia à violência se manifesta tanto nas imagens de cavaletes e laços quanto na ênfase em premiações que incentivam competidores a buscar performance a qualquer custo. Além disso, essas entidades alertam para a fragilidade de protocolos de inspeção, muitas vezes terceirizados por promotores de rodeio, o que torna difícil identificar a responsabilidade em caso de maus-tratos. A crítica revela um problema estrutural: a ausência de legislação federal abrangente que regule em detalhes a condução desses eventos pelo Brasil.

O rodeio, com raízes históricas na lida do campo e na demonstração de técnicas de montaria, transformou-se ao longo das décadas em grande atração turística e fonte de renda para municípios do interior. Entretanto, o choque entre tradição e direitos animais tem gerado debates intensos. Enquanto a Globo apresenta o universo dos rodeios como parte de um estilo de vida centenário, as ONGs insistem na necessidade de revisitar esse passado, incorporando avanços na proteção e no bem-estar animal, sem comprometer a cultura regional.

Diante das ressalvas, as organizações pedem que a Globo inclua avisos ou notas explicativas em suas produções futuras, visando não apenas entreter, mas também educar o público sobre cuidados essenciais com os animais. Além disso, algumas entidades analisam possibilidades de recorrer ao Ministério Público ou à Secretaria de Direitos Animais, buscando o estabelecimento de parâmetros mais rígidos para transmissões televisivas que envolvam práticas potencialmente prejudiciais. A expectativa é que Vida de Rodeio passe a estimular reflexões mais críticas e promova o diálogo entre setores rural e de defesa animal.

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