
Trump chama leite integral de “veneno” e reacende debate sobre saúde infantil (Foto: Instagram)
As recentes declarações de Donald Trump sobre o leite integral voltaram a despertar um debate acalorado sobre a bebida, sobretudo quando se trata da alimentação infantil. Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, o consumo diário de leite integral poderia contribuir para o aumento de colesterol e problemas cardíacos em crianças e adultos. Especialistas em nutrição têm se dedicado a analisar essas afirmações, lembrando que a composição do leite varia conforme o tipo de processamento e a quantidade de gordura presente.
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Em sua fala, Donald Trump comparou o leite integral a um “veneno disfarçado de bebida saudável”, causando surpresa em parte da comunidade médica. Tweets e entrevistas do ex-presidente registraram críticas ao consumo de alimentos com alto teor de gordura saturada, o que levou muitos a questionar se há evidências científicas que corroborem esse alerta. De fato, algumas pesquisas recomendam atenção à ingestão diária de gorduras de origem animal, mas sem proibições radicais. O debate reacendido por Trump evidencia como uma declaração de grande repercussão pode influenciar hábitos alimentares em diferentes faixas etárias.
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Nutricionistas e pediatras destacam que o leite integral contém nutrientes essenciais, como cálcio, proteínas e vitaminas A e D, fundamentais para o desenvolvimento ósseo e neurológico de crianças. Entretanto, é justamente o teor de gordura saturada que gera controvérsia: enquanto alguns estudos defendem que essa fração lipídica em excesso pode elevar o risco de doenças cardiovasculares, outros trabalhos indicam que a gordura do leite integral, quando consumida com equilíbrio, não representa perigo significativo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que gorduras saturadas componham até 10% do total calórico diário, mas não chega a vetar alimentos específicos.
Historicamente, o leite integral já foi considerado a forma padrão de consumo em diversas culturas agrícolas, antes da popularização das versões semidesnatadas e desnatadas. A criação de gado leiteiro e o valor nutricional do leite sempre estiveram ligados à oferta de energia e proteínas para populações rurais. Com a urbanização e o avanço das indústrias alimentícias, surgiram alternativas com baixo teor de gordura, pensadas para atender a preocupações de saúde pública. Desde então, órgãos de vigilância sanitária em vários países passaram a sugerir diretrizes específicas para cada faixa etária, ressaltando que crianças pequenas necessitam de uma quantidade mínima de lipídios para o desenvolvimento adequado.
Diante das declarações de Donald Trump e das discussões científicas, a recomendação atual de muitos profissionais de saúde é buscar o equilíbrio na dieta. Pais e responsáveis são orientados a conversar com nutricionistas ou pediatras antes de adotar mudanças drásticas no cardápio infantil. A variedade de alimentos, aliada a porções adequadas de leite integral ou versões com menor teor de gordura, pode garantir aporte nutricional completo sem sobrecarregar o organismo com substâncias em excesso. Assim, o debate sobre os riscos e benefícios do leite integral segue aberto, incentivando a busca por informações baseadas em evidências e orientações técnicas.

