
Ansiedade de separação deixa rastros pela casa (Foto: Instagram)
A ausência prolongada dos tutores, aliada ao estresse e à falta de previsibilidade no dia a dia, pode desencadear quadros de ansiedade em cães e gatos. Quando esses fatores se combinam, os animais começam a apresentar alterações comportamentais que prejudicam seu bem-estar físico e psicológico. A carência de estímulos adequados, a solidão e a instabilidade na programação de atividades como alimentação e passeios afetam diretamente o equilíbrio emocional dos pets, levando a comportamentos indesejados e ao aumento dos níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse.
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Além da ausência dos tutores, a ansiedade de separação é um dos principais problemas enfrentados por cães e gatos que ficam muitas horas sozinhos. Esses animais podem desenvolver comportamentos de busca incessante pela presença humana, latidos ou miados exagerados, tentativas de fuga e até agressividade quando veem o objeto de apego se aproximar. A imprevisibilidade na rotina doméstica — como mudanças abruptas de horário para alimentação ou passeio — intensifica essa ansiedade, pois o pet não consegue antecipar quando receberá atenção ou alimento.
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O estresse em ambientes residenciais pode surgir de diversos estímulos: barulhos altos e repentinos, movimentação intensa de pessoas ou outros animais, visitas frequentes de estranhos e mudanças no mobiliário ou na disposição dos objetos pelo lar. Tanto cães quanto gatos têm mecanismos de reação ao estresse que variam entre a fuga, a imobilização ou a resposta ativa (como latir, arranhar móveis ou urinar fora do local apropriado). Esses comportamentos são sinalizadores de que o animal não está conseguindo lidar com o nível de estímulo ao seu redor.
A falta de previsibilidade na rotina impacta diretamente a sensação de segurança dos pets. Animais domésticos aprendem padrões de alimentação, passeios, horas de descanso e interação com a família. Quando esses horários sofrem alterações repentinas — por exemplo, o tutor chega em horários diferentes do habitual, faz viagens sem aviso prévio ou altera a frequência das brincadeiras —, o animal pode reagir com inquietação, hiperatividade ou comportamento apático, demonstrando um quadro de ansiedade de antecipação.
Essas alterações de comportamento podem envolver sintomas como recusa alimentar, mudança no padrão de sono, automutilação (na tentativa de aliviar o desconforto), latidos ou miados excessivos, destruição de objetos e marcação de território. A longo prazo, o estresse crônico pode prejudicar o sistema imunológico dos animais, tornando-os mais suscetíveis a doenças. Também pode ocorrer distúrbios gastrointestinais, quadro depressivo e problemas articulares em função da tensão corporal constante.
Para minimizar os impactos da ausência, do estresse e da falta de previsibilidade, especialistas recomendam a criação de uma rotina estruturada e previsível, com horários fixos para refeições, brincadeiras e descanso. A adoção de brinquedos interativos, o uso de feromônios sintéticos no ambiente e o treinamento baseado em reforço positivo ajudam a promover estímulos saudáveis. Em casos mais graves, a consulta a veterinários comportamentais ou a profissionais de adestramento especializado é imprescindível para elaborar um plano de manejo individualizado e seguro.
Observar sinais sutis de desconforto e oferecer apoio emocional é fundamental para prevenir e tratar a ansiedade em cães e gatos. O acompanhamento profissional, aliado a estratégias simples de enriquecimento ambiental e à manutenção de uma rotina previsível, contribui para melhorar a qualidade de vida dos animais e fortalecer a relação entre tutor e pet.

