
Sobras seguras: organização e aquecimento correto (Foto: Instagram)
O hábito de reaproveitar e reaquecer pratos comuns do dia a dia, como feijão, arroz e carnes, pode ser prático e econômico. No entanto, é fundamental atentar-se aos procedimentos de armazenamento, tempo de refrigeração e técnicas de aquecimento para evitar riscos à saúde. Segundo a Nutricionista, pequenas variações na temperatura ou no manuseio podem alterar a qualidade nutricional dos alimentos e favorecer a proliferação de micro-organismos, tornando refeições aparentemente inofensivas potencialmente perigosas.
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Em situações seguras, guardar sobras na geladeira imediatamente após o preparo, em recipientes tampados e limpos, ajuda a manter as propriedades dos ingredientes. O ideal é manter o refrigerador abaixo de 4 °C e consumir os alimentos em até 24 horas. Além disso, reaquecer o prato até atingir pelo menos 74 °C no centro – um parâmetro recomendado para eliminar bactérias patogênicas – reduz significativamente o risco de contaminação alimentar.
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Por outro lado, quando esse processo não segue boas práticas de higiene ou se estende por vários dias, cresce a chance de surgimento de toxicinas e bactérias como a Bacillus cereus, que pode causar intoxicação. Alimentos ricos em amido, como arroz e massas, requerem atenção especial, pois o choque térmico de refrigeração seguido de reaquecimento facilita a ativação de esporos bacterianos. Carnes e aves, se mal armazenadas, também podem desenvolver colônias de microrganismos que se proliferam em temperaturas amenas.
Do ponto de vista nutricional, o reaquecimento repetido pode promover a perda de vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina C e algumas do complexo B, além de reduzir o teor de compostos bioativos presentes em vegetais. Em alguns casos, a formação de substâncias indesejáveis, como a acrilamida – gerada em frituras e aquecimentos a altas temperaturas – pode elevar o potencial de efeitos adversos à saúde. Por isso, é recomendável evitar múltiplos ciclos de aquecimento ou adotar métodos mais suaves, como o banho-maria.
Para adotar essa rotina com segurança, vale a pena planejar as refeições, utilizar etiquetas com data e hora no pote, e priorizar o consumo de sobras em até um dia. Se for necessário conservar por mais tempo, o congelamento rápido, a –18 °C ou temperaturas inferiores, mantém a integridade nutricional e inibe a proliferação microbiana. Ao seguir as orientações da Nutricionista, é possível aproveitar ingredientes de forma consciente, sem abrir mão da praticidade e sem expor a saúde a riscos desnecessários.

