
Fumantes de meia-idade têm maior risco de depressão, mostra estudo alemão (Foto: Instagram)
Pesquisadores alemães identificaram que a probabilidade de desenvolver depressão é significativamente mais alta entre indivíduos que fumam regularmente na faixa etária dos 40 aos 59 anos. Segundo o levantamento, a combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais nessa etapa da vida amplifica a vulnerabilidade à saúde mental desses fumantes. O estudo destaca que, apesar do tabagismo ser prejudicial em todas as idades, o impacto sobre o humor e o bem-estar emocional tende a se agravar especialmente nesse grupo de meia-idade.
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Em comparação com pessoas que nunca fumaram ou que já haviam interrompido o hábito, os adultos de 40 a 59 anos que mantêm o consumo diário de cigarros demonstraram taxas de sintomas depressivos e transtornos de humor superiores. Esse contraste sugere que a exposição continuada à nicotina e outras substâncias presentes na fumaça pode interferir de maneira mais intensa nos circuitos cerebrais responsáveis pela regulação emocional nessa etapa da vida. A pesquisa também aponta que quanto maior o tempo de tabagismo e o número de cigarros fumados por dia, maior é o risco registrado nesse perfil etário.
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Diversos estudos anteriores já haviam estabelecido correlações entre tabagismo e quadros depressivos, mas poucos se concentraram especificamente na faixa de 40 a 59 anos. A literatura aponta mecanismos que envolvem alterações na transmissão de neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina, além de disfunções em receptores cerebrais que participam da sensação de prazer e de reguladores do estresse. Somam-se a isso mudanças metabólicas, desequilíbrios hormonais e fatores psicossociais, como pressões profissionais, responsabilidades familiares e preocupações com a saúde a longo prazo.
A fase entre 40 e 59 anos costuma ser marcada por transições significativas na vida adulta, incluindo o esgotamento de planos iniciais de carreira, cuidados com os pais idosos e ajuste das expectativas futuras. Nesse contexto, fumar pode ser visto por alguns como uma forma de alívio imediato, mas, de acordo com o levantamento, o próprio ato de manter o hábito potencializa o surgimento ou o agravamento de sintomas depressivos. Pesquisadores alemães ressaltam que essas mudanças de humor tendem a se consolidar se não houver intervenção precoce, seja por meio de apoio psicológico, seja por meio de estratégias de redução ou cessação do tabagismo.
Para chegar a essas conclusões, os Pesquisadores alemães basearam-se em análises longitudinais de amplas coortes populacionais, utilizando questionários padronizados de saúde mental e registros médicos. Os participantes foram acompanhados por vários anos, o que permitiu avaliar a progressão de sintomas depressivos de forma detalhada. Além disso, o estudo controlou variáveis como gênero, nível socioeconômico, presença de doenças crônicas e histórico familiar de transtornos mentais, assegurando maior robustez aos achados.
Esses resultados oferecem subsídios importantes para a formulação de políticas públicas e de programas de prevenção em saúde mental voltados para fumantes de meia-idade. A partir dessa evidência, iniciativas podem combinar ações de cessação do tabagismo com suporte psicológico e orientação sobre hábitos de vida mais saudáveis. Assim, não apenas se reduz o consumo de tabaco, mas também se atua de forma integrada no combate à depressão em uma fase da vida em que as demandas emocionais e sociais são especialmente complexas.

