
Névoa intensa toma conta da Esplanada nas primeiras horas da manhã (Foto: Instagram)
Um fenômeno atmosférico chamou a atenção de moradores e motoristas nas primeiras horas desta segunda-feira (26/1) em diferentes regiões da capital. O registro, feito logo após o amanhecer, apontou redução na visibilidade devido à formação de uma densa névoa que se estendeu por ruas, avenidas e áreas de menor altitude. A intensidade variou conforme o deslocamento do vento e o grau de umidade acumulado durante a madrugada, causando pontos mais críticos em locais próximos a corpos d’água e zonas verdes.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
De acordo com informações meteorológicas, a combinação de temperaturas amenas logo antes do nascer do sol e a alta umidade relativa do ar favoreceu a condensação do vapor d’água próximo ao solo. Essa névoa, muitas vezes confundida com neblina, diferencia-se por se dispersar com maior facilidade à medida que a radiação solar eleva a temperatura da superfície terrestre. O fenômeno costuma ocorrer em ambientes urbanos cercados de vegetação, lagos ou rios, devido à evaporação noturna e ao resfriamento do ar.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
Tecnicamente, a névoa intensa observada na manhã desta segunda-feira configura-se como um fenômeno de visibilidade reduzida, capaz de ocasionar transtornos ao tráfego de veículos. Quando o ponto de orvalho se aproxima da temperatura ambiente, o vapor d’água se condensa em minúsculas gotículas suspensas na atmosfera, gerando o aspecto borrado e leitoso que dificulta a visão em distâncias curtas. Na capital, a oscilação entre 60% e 90% de umidade relativa ao ar durante as madrugadas de janeiro cria condições propícias para que esse tipo de fenômeno se manifeste com frequência.
Esse tipo de nevoeiro costuma desaparecer rapidamente após a incidência direta dos raios solares, que elevam gradualmente a temperatura do solo e promovem o ressecamento das gotículas de água. Entretanto, nos pontos mais sombreados ou protegidos do vento, a névoa pode se manter por várias horas, prolongando o período de baixa visibilidade. Situações semelhantes já foram registradas em dezenas de capitais brasileiras, sobretudo durante a estação de transição entre o verão e o outono, quando a combinação de calor residual e massa de ar mais frio favorece a umidade no solo.
Em situações assim, especialistas recomendam atenção redobrada de motoristas e pedestres. É indicado desligar os faróis altos para não reduzir ainda mais a visibilidade, utilizar luzes de neblina se o veículo for equipado com esse recurso e manter distância segura do veículo à frente. Além disso, é aconselhável reduzir a velocidade e permanecer atento às sinalizações eletrônicas de trânsito, que costumam alertar para trechos com visibilidade prejudicada ou pista molhada, já que a condensação também pode provocar escorregamento.
Fenômenos similares já foram observados em outras metrópoles do mundo, como Londres e Tóquio, onde a combinação de poluição e umidade intensifica o efeito da névoa urbana. No caso da capital, a ausência de poluentes em níveis críticos garante que o fenômeno seja puramente natural, sem riscos à saúde da população, embora exija cuidados operacionais no transporte coletivo e particular até que as condições atmosféricas voltem ao normal.

