O escritório de advocacia fundado pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski manteve um contrato de consultoria com o Banco Master durante quase dois anos após ele assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Conforme informações divulgadas pelo Metrópoles, os repasses mensais eram de R$ 250 mil, em um vínculo que se estendeu de agosto de 2023 até setembro de 2025. Do total de R$ 6,5 milhões brutos pagos, cerca de R$ 5,25 milhões foram quitados enquanto o jurista já chefiava a pasta federal.
O acordo previa a prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico. Lewandowski participou de duas reuniões do Comitê Estratégico do banco antes de sua saída formal da sociedade, ocorrida em 17 de janeiro de 2024. Desde então, a banca passou a ser gerida por seus filhos, Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski. Ainda de acordo com a coluna do portal, não foram registradas entregas significativas pelo escritório após a ida do ex-ministro para o governo.
++ Nascido em 1966, este influenciador está perto dos 60 anos, mas ainda aparenta ter pouco mais de 20
A contratação foi articulada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O parlamentar confirmou ao portal ter sugerido o nome do jurista à instituição financeira. Em nota enviada ao Metrópoles, a assessoria de Wagner afirmou que o senador “foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal. Seguramente, o Banco achou a sugestão adequada e o contratou”.
Por meio de sua assessoria, o ministro Ricardo Lewandowski informou que se desligou das atividades profissionais ao aceitar o convite do presidente Lula. “O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, informou a nota. O texto esclarece que, ao assumir o MJSP, ele “retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”.
A defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, também se manifestou ao portal sobre o vínculo. Em comunicado, afirmou que “a defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a contratação de consultores pelo Banco Master ocorreu dentro de parâmetros profissionais, regulares e técnicos”. Embora o senador Jaques Wagner também tenha sido citado em relação a uma possível indicação de Guido Mantega para o banco, o parlamentar negou ao Metrópoles qualquer participação nesse segundo caso.

