Na última segunda-feira (26/1), a Polícia Civil obteve um avanço nas investigações do assalto que teve como vítima a jornalista Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial. O crime ocorreu na quinta-feira (22/1), na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, quando a profissional foi rendida por criminosos em motocicleta e teve joias e seu celular roubados.
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De acordo com apuração do jornal O Globo, as autoridades identificaram a atuação de uma quadrilha organizada que age na região utilizando a chamada “comboio tático”. Esse método envolve um grupo coordenado de três motociclistas para cercar e abordar as vítimas, garantindo a rápida fuga em meio ao trânsito intenso da metrópole. Sistemas de monitoramento urbano, câmeras de segurança e radares inteligentes foram fundamentais para traçar a rota dos suspeitos.
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Na estratégia criminosa, uma Honda CG azul realizava a abordagem direta, com o condutor usando uma mochila de entregador para disfarçar a ação. Outras duas motocicletas – uma PCX azul e uma CG branca – faziam a escolta e o patrulhamento do perímetro, garantindo que nenhuma testemunha se aproximasse. O segundo suspeito detido foi localizado em Taboão da Serra, município da Grande São Paulo, após cruzamento de imagens e relatórios de blitz eletrônicos.
No momento da prisão, o homem ainda usava o mesmo capacete registrado pelas câmeras durante o crime. Mesmo negando envolvimento direto com o assalto, ele admitiu ter passagens anteriores por delitos contra o patrimônio. Com base nessas informações, a Justiça decretou sua prisão temporária, medida que visa assegurar a continuidade das investigações e a preservação de provas.
Maria Prata estava acompanhada da filha de 6 anos de idade, fruto do casamento com Pedro Bial, quando foi surpreendida pelos criminosos. Sobressaltada, a jornalista teve objetos pessoais como joias e o telefone celular subtraídos, além de ter sido forçada a revelar a senha do aparelho. Não houve ferimentos físicos, mas o episódio reforça a sensação de insegurança na região.
O instituto da prisão temporária, previsto no Código de Processo Penal, permite a detenção de suspeitos por até cinco dias, prorrogáveis por igual período, quando há indícios de autoria e materialidade do delito. No Brasil, ações de quadrilhas que utilizam motocicletas tornaram-se frequentes em grandes centros urbanos, pois o veículo facilita manobras em vias congestionadas. A integração entre câmeras, radares inteligentes e bancos de dados policiais tem se mostrado cada vez mais eficiente para identificar e capturar os envolvidos nesse tipo de crime, que costuma ocorrer em sequência e com rápida mobilidade pela cidade.

