Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, estaria negociando um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e teria solicitado, entre as condições, imunidade total para si e para integrantes da família. A informação foi divulgada pela colunista Christina Lemos, do R7, em meio ao avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
O assunto ganhou força em Brasília durante os depoimentos de investigados ligados ao caso, que ocorrem no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar das informações circularem nos bastidores, não há confirmação oficial sobre a existência ou o andamento das negociações.
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De acordo com a colunista, Vorcaro já teria algumas exigências para colaborar com as autoridades. Entre elas, estaria a proteção jurídica integral para ele e seus familiares. O conteúdo do suposto acordo, no entanto, não foi divulgado publicamente.
A possibilidade de uma delação gera apreensão no ambiente político. Pessoas que mantiveram vínculos com o empresário passaram a ser associadas ao caso, o que, segundo interlocutores, é visto como um fator de desgaste e risco reputacional. Atualmente, tramitam no Congresso dois pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito, sendo um misto e outro na Câmara dos Deputados, relacionados ao episódio.
Antes da liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro, Vorcaro mantinha relações com agentes do setor financeiro e com integrantes do poder público. As investigações apuram possíveis trocas de favores e benefícios, que, caso confirmadas, podem comprometer pessoas envolvidas.
Estimativas apontam que o rombo da instituição ultrapasse R$ 41 bilhões. A devolução de recursos aos investidores está em andamento e vem exigindo saques expressivos do Fundo Garantidor de Crédito.
Os rumores sobre a delação ganharam força após a saída do advogado Walfrido Warde da coordenação da defesa de Vorcaro, em meados de janeiro. O jurista era contrário à colaboração premiada e deixou o caso.

