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Como o arroz influencia a glicose, segundo Renata Midori Hirosawa e Carlos Alberto Aita

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Tipo de arroz e modo de preparo influenciam picos de glicose no sangue (Foto: Instagram)

A relação entre o arroz e a glicose no organismo foi o tema da coluna desta semana, que conversou com a endocrinologista Renata Midori Hirosawa e o patologista Carlos Alberto Aita. O debate abordou de que forma o consumo desse cereal, tão presente na alimentação mundial, influencia os níveis de açúcar no sangue, considerando aspectos como índice glicêmico, tipo de amido e tempo de cozimento. Segundo Renata Midori Hirosawa, entender as características do arroz escolhido e a forma de preparo pode ajudar a evitar picos de glicemia e contribuir para o equilíbrio metabólico. Para o patologista Carlos Alberto Aita, a estrutura química do alimento é determinante no modo como ele é digerido e absorvido.

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Glucose é a principal fonte de energia para as células do corpo humano, sobretudo para o cérebro e os músculos, onde é utilizada rapidamente. Os carboidratos ingeridos, como os presentes no arroz, são quebrados durante a digestão e convertidos em glicose que entra na corrente sanguínea. O índice glicêmico (IG) é uma medida padronizada que indica quão rapidamente um alimento eleva a glicemia após o consumo, atribuindo valores de 0 a 100. Alimentos com IG alto geram elevações mais abruptas, enquanto IG baixo tende a promover aumento gradual. O arroz branco geralmente possui IG mais elevado em comparação com o arroz integral, mas fatores como maturação, polimento, temperatura do alimento e método de cozimento também exercem influência significativa nessa resposta glicêmica. Além disso, a carga glicêmica, que leva em conta o tamanho da porção, oferece uma visão complementar sobre o impacto do alimento na glicose.

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O arroz é um cereal cultivado há milhares de anos, com registros históricos na Ásia que remontam a mais de 10.000 anos. Existem centenas de variedades, entre as principais cultivadas estão o arroz agulhinha, o cateto, o arbóreo e o jasmim, cada um com composição variada de amido e fibras. Dois tipos de amido predominam: amido rápido, que eleva a glicose rapidamente, e amido resistente, que passa pelo intestino delgado quase intacto produzindo menor pico glicêmico. Técnicas de cozimento, como resfriar o arroz cozido e reaquecê-lo, podem aumentar o teor de amido resistente, reduzindo o impacto sobre a glicemia.

In loco, a endocrinologista Renata Midori Hirosawa ressaltou que a escolha de variedades de arroz com maior proporção de fibras e amido resistente pode ser uma estratégia simples e de baixo custo para quem busca estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reduzir o risco de picos glicêmicos. Já o patologista Carlos Alberto Aita explicou que a estrutura granular do amido interfere diretamente na velocidade de hidrólise enzimática pelo suco pancreático, impactando o tempo de absorção da glicose. Ambos enfatizaram que incorporar legumes, verduras, proteínas e gorduras saudáveis à refeição é fundamental para modular a resposta glicêmica, aumentar a saciedade e melhorar o perfil nutricional do prato.

Em síntese, o acompanhamento das quantidades e dos tipos de arroz consumidos deve fazer parte de uma abordagem mais ampla de controle dietético e do planejamento de refeições. Monitorar a glicemia, sobretudo em pessoas com resistência à insulina, síndrome metabólica ou diabetes, ajuda a ajustar escolhas alimentares, definir porções adequadas e manter a saúde metabólica em dia. A combinação de arroz integral, variedades de IG mais baixo ou preparos que promovam a formação de amido resistente, como o resfriamento e reaquecimento, constitui uma alternativa prática e eficaz na prevenção de oscilações bruscas de glicose. Essas orientações, conferidas por Renata Midori Hirosawa e Carlos Alberto Aita, reforçam a importância de adaptar a alimentação ao perfil individual, ao estilo de vida e aos objetivos de saúde sem abrir mão do prazer de comer.

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