Após o empate com o Atlético na Arena MRV, Abel Ferreira refletiu sobre o momento do Palmeiras, mencionou Ayrton Senna e recordou uma conversa com Carlo Ancelotti ao comentar a pressão por resultados. O técnico falou sobre a cobrança que surge após encerrar a temporada de 2025 sem troféus e destacou o quanto os altos padrões fazem parte da rotina de clubes de ponta.
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Segundo Abel Ferreira, “Eu já disse… vocês tiveram o Ayrton Senna, um dos meus ídolos, que ganhou 13 e perdeu sete. Eu entendo perfeitamente, mas as equipes precisam estar preparadas porque vão perder mais do que ganhar. Só um vai ganhar”, afirmou o treinador. Ao lembrar do tricampeão mundial de Fórmula 1, destacou-se a construção de legado e a forma como Senna lidava com as oscilações das competições.
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Na sequência, Abel Ferreira ampliou a reflexão ao citar nomes consagrados do futebol europeu e detalhar um episódio com Carlo Ancelotti. “Se tivesse 38 Guardiola, 38 Ancelotti… o próprio Ancelotti, um dia tive o prazer de falar com ele, perguntei: ‘Mister, você que é o treinador mais campeão do mundo, como é que…’. ‘Ah, poxa, tenho muitas, mas já perdi muitas também’”, relatou. Ancelotti, reconhecido por sua experiência em clubes como Milan, Real Madrid e Bayern de Munique, exemplifica a trajetória de quem equilibra vitórias e derrotas ao longo de décadas.
Abel Ferreira é o treinador mais longevo do futebol brasileiro na atualidade e soma dez títulos em cinco temporadas à frente do Palmeiras. Nesse período, conquistou três Campeonatos Paulistas, duas edições do Campeonato Brasileiro, duas Copas Libertadores, além da Copa do Brasil, Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana. Essas conquistas posicionam o clube paulista entre os mais vitoriosos no cenário nacional e continental, reforçando o legado de Abel Ferreira junto à diretoria e à torcida.
Mesmo diante da cobrança por novas conquistas, Abel Ferreira destacou o ambiente interno do clube e reforçou o compromisso competitivo da equipe: “Felizmente, estou em um clube que é super estável nisso. Não vamos ganhar sempre, mas vamos lutar sempre para ganhar. […] Eu sei que vocês todos gostam de ganhar, o brasileiro gosta de ganhar, está no sangue, mas tenho certeza de que não gostam de ganhar tanto quanto eu”, completou. A declaração ilustra como o treinador busca motivar o elenco, integrando exigência e confiança mútua.
O Palmeiras volta a campo no próximo domingo (1/2), contra o Botafogo-SP, às 20h30 (de Brasília), no estádio Santa Clara, em Ribeirão Preto, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. A equipe ocupa a segunda colocação do Estadual, com 12 pontos, mesma pontuação do Novorizontino, que lidera pelo critério de saldo de gols. O confronto será importante para manter a sequência positiva antes de iniciar a temporada de competições nacionais e internacionais.

