Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje mesmo com o iCHAIT.COM

Enxaguante desenvolvido na USP forma camada protetora no esmalte e pode ajudar pacientes com câncer de cabeça e pescoço

Date:


USP desenvolve enxaguante bucal com nanopartículas que formam “escudo” protetor do esmalte (Foto: Instagram)

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) criaram um enxaguante bucal inovador capaz de formar uma fina película protetora sobre o esmalte dentário. Essa camada atua como uma barreira física, prevenindo a desmineralização e ajudando a conservar a estrutura dos dentes, especialmente em pacientes submetidos a tratamentos oncológicos na região da cabeça e do pescoço. O projeto, desenvolvido na Faculdade de Odontologia da USP, combina conhecimentos de biomateriais e química aplicada para oferecer um cuidado adicional durante terapias agressivas, quando a saúde bucal costuma ficar comprometida.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

O enxaguante contém nanopartículas de hidroxiapatita — o mesmo mineral que compõe o esmalte dental — associadas a fosfatos e polímeros biocompatíveis. Quando em contato com a superfície do dente, essas micropartículas se depositam em microfissuras e poros, promovendo remineralização e reduzindo a porosidade do esmalte. Em testes de laboratório, a solução demonstrou aderência prolongada, mesmo após exposições repetidas a ácidos presentes na saliva ou em alimentos. A combinação foi formulada para manter o pH neutro, evitando irritações na mucosa oral e não interferindo nos tratamentos oncológicos.

++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia

Pacientes com câncer de cabeça e pescoço frequentemente recebem radioterapia e quimioterapia, procedimentos que podem causar boca seca (xerostomia), mucosite e maior suscetibilidade a cáries. A redução do fluxo salivar e as lesões na mucosa tornam o esmalte mais vulnerável, exigindo suporte extra para evitar fraturas e perda dentária. Com a aplicação diária do enxaguante, a película formada funciona como uma espécie de “escudo”, reduzindo a ação de bactérias e ácidos. Estudos anteriores já demonstraram que a remineralização com hidroxiapatita pode diminuir a sensibilidade e melhorar o conforto oral desses pacientes.

Além de testes in vitro, a equipe da USP realizou provas de resistência à abrasão e ao desgaste ácido, simulando o consumo de bebidas ácidas e o contato com agentes químicos presentes em enxaguantes convencionais. Os resultados indicam que a barreira permanece eficaz por várias horas, o que é suficiente para proteger o esmalte ao longo do dia. Agora, o grupo está planejando estudos clínicos com voluntários para avaliar a aceitação, a frequência de uso ideal e o impacto real na incidência de complicações bucais. A expectativa é obter aprovação de órgãos regulatórios como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) nos próximos meses.

Historicamente, a aplicação de nano-hidroxiapatita em produtos de higiene oral tem sido estudada como alternativa ao flúor, em razão de seu potencial biocompatível e capacidade de remineralizar sem riscos de fluorose. A proposta da USP amplia esse conceito ao oferecer um enxaguante especificamente voltado para pacientes oncológicos, um grupo que carece de soluções que unam segurança, eficácia e conforto. Com esse desenvolvimento, a universidade reforça sua tradição em pesquisa odontológica e pode contribuir para melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas em tratamentos complexos.

Share post:

Assine

Popular

Notícias Relacionadas
Related

Preços do petróleo WTI e Brent disparam mais de 5% na quinta-feira (29/1)

Bombas de petróleo ao entardecer:...

Mano Menezes fecha contrato de quatro anos com seleção peruana e será apresentado em Lima

Mano Menezes definiu o Peru como seu próximo destino...
Translate »