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Gilmar Mendes dá prazo de 48 horas ao governo catarinense para explicar lei contestada pelo Psol

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Ministro Gilmar Mendes em sessão do STF ao definir prazo de 48 horas para esclarecimentos (Foto: Instagram)

Na terça-feira (27/1), o ministro do STF Gilmar Mendes concedeu um prazo de 48 horas para que o governo catarinense apresente esclarecimentos sobre uma lei estadual questionada na Corte. A norma, protocolada pelo partido Psol, será submetida a uma análise preliminar de compatibilidade com a Constituição Federal, conforme procedimento instaurado pelo Supremo Tribunal Federal.

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A legislação em debate não teve seu texto divulgado em detalhes pela Corte, mas em geral o Supremo Tribunal Federal atua nesse tipo de ação ao verificar possíveis conflitos entre normas estaduais e os preceitos constitucionais vigentes. Esse mecanismo de controle concentrado, previsto no artigo 102 da Constituição, permite que apenas órgãos como o STF avaliem, de forma direta, a constitucionalidade de leis subnacionais.

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O Psol ingressou com a ação questionando dispositivos da nova norma que, segundo o partido, poderiam ferir direitos e garantias fundamentais assegurados pela Carta Magna. No entendimento da sigla, determinados trechos da lei não observam princípios como a igualdade, a liberdade de expressão ou até mesmo a autonomia dos municípios, ensejando discussão judicial sobre sua validade.

Agora incumbido de se manifestar no prazo estabelecido, o governo catarinense terá de juntar pareceres técnicos, estudos de impacto e justificativas jurídicas que demonstrem a adequação da lei aos parâmetros constitucionais. Em geral, as manifestações oficiais incluem relatórios de secretarias estaduais, opiniões de procuradorias e possíveis recomendações de ajustes pontuais ao texto.

O rito adotado pelo ministro Gilmar Mendes segue prática comum no Supremo Tribunal Federal, em que cada relator de ação direta de inconstitucionalidade determina o tempo para manifestação prévia das partes. Após o envio das informações, o processo segue para distribuição em tribunal e, posteriormente, eventualmente para julgamento colegiado, no qual outros ministros poderão votar pela procedência ou pela improcedência do questionamento.

Esse episódio reforça o papel do Supremo Tribunal Federal como guardião da Constituição, zelando pelo sistema de freios e contrapesos entre entes federativos. A análise de leis estaduais, como a proposta pelo governo catarinense, é fundamental para garantir que normas infraconstitucionais respeitem direitos individuais e coletivos, além de preservar uniformidade jurídica em todo o país.

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