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Oruam critica assaltos no Rio de Janeiro após roubos a Chefin e PV e faz apelo contra violência que atinge trabalhadores

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Oruam decidiu usar suas redes sociais para criticar a escalada de roubos no Rio de Janeiro, ressaltando que trabalhadores e pais de família têm sido alvos frequentes dessa onda de violência e citando casos próximos, como os de Chefin e PV, amigos e colegas artistas que também sofreram assaltos. Para o rapper, esse tipo de crime “mancha a favela” e prejudica pessoas honestas que vêm da periferia, deixando marcas negativas na imagem das comunidades.

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Visivelmente indignado, Oruam dirigiu-se aos responsáveis pelos crimes, pedindo que reconsiderem suas ações e observem o impacto de seus atos. Ele enfatizou: “Papo vai pro menor do roubo, que está roubando o Rio de Janeiro todo aí. Pega a visão, mano. Vocês estão fazendo feião, mano. Estão roubando vários trabalhadores na rua. Então, trabalhador na rua, mano, pai de família, vocês estão matando trabalhadores por causa de uma moto, mano”.

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Em seu desabafo, Oruam explicou que a responsabilidade pelos casos de violência acaba recaindo sobre moradores de favela e artistas que retratam essa realidade nas músicas e nas artes visuais. Ele lembrou que o rap, estilo musical que ganhou força nas periferias, costuma dar voz a problemas sociais para conscientizar a sociedade sobre desigualdades e desafios diários em comunidades carentes.

O cantor também trouxe exemplos pessoais para mostrar que a criminalidade não escolhe vítima, atingindo até quem está próximo dele. “Roubaram o chefinho ontem, mano. Maior cordãozão de ouro do Chefin, mano. Roubaram o PV”, lamentou Oruam, lembrando que Chefin e PV, ambos envolvidos no cenário artístico, tiveram pertences levados por assaltantes.

Em outro trecho, o artista reforçou que não compactua com nenhuma forma de violência e destacou a importância dos trabalhadores, sobretudo dos motoboys, profissionais que, em muitas ocasiões, auxiliam a população e garantem serviços de entrega em momentos de alta demanda. “Tu acha que eu sou conivente com isso, mano? Qual é, mano? As pessoas inocentes, trabalhadores, pais de família, quando a gente precisa, quem ajuda são os motoboys. Que isso, mano?”, questionou.

Ao concluir o pronunciamento, Oruam fez um apelo direto para que quem comete esses delitos pense nas consequências e perceba que, ao atacar moradores da periferia, contribui para estigmatizar e marginalizar ainda mais essas regiões. “Vagabundo das favelas, você tá tipo assim, botar a cabeça no lugar, mano. Pelo amor de Deus, mano. Bagulho é feio, mano. Mancha mesmo nós da favela. Pegou a visão?”, encerrou o rapper, frisando a necessidade de mudança de atitude para preservar a comunidade.

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