Alerta de gatilho: maus-tratos contra animais são crimes previstos em lei. Denuncie pelo 190, pela Polícia Civil ou pelo Disque-Denúncia (181). Paolla Oliveira reagiu com indignação após o trágico falecimento do cão Orelha e reforçou que casos como esse expõem a crueldade humana.
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Na última quarta-feira (28/1), Paolla Oliveira, com lágrimas nos olhos, utilizou sua conta em rede social para apontar como “bandidos” os adolescentes suspeitos de espancar o cão Orelha até que ele precisasse ser submetido à eutanásia. A vítima sofreu agressões graves no bairro onde vivia em Florianópolis, capital de Santa Catarina, e acabou morrendo em decorrência dos ferimentos. A atriz, conhecida por projetos na televisão e no cinema, ressaltou a comoção que o episódio vem causando entre moradores da comunidade local.
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Em sua mensagem no Instagram, Paolla Oliveira questionou: “Como não fazer uma pausa na rotina para, pelo menos, abrir o coração e falar algo, aliviar um pouco a dor diante de tanta brutalidade? Esses adolescentes cometeram crueldade sem precedentes contra um ser vivendo, um animal inofensivo e querido pela vizinhança. Qual poderia ser a justificativa para tamanho desrespeito?”. A atriz destacou que a violência contra animais, sempre equiparada a crimes por legislação brasileira, não pode passar despercebida pela sociedade.
Em outro trecho do desabafo, Paolla Oliveira voltou a indagar a razão que leva jovens a cometerem uma “atrocidade” com tamanha frieza: “Alguém consegue explicar? Eles matam a pauladas, com marteladas… Não sei que tipo de adultos serão, mas claramente representam um perigo para o convívio social. São bandidos já desde agora, pois não tiveram pudor de tirar a vida de um ser indefeso e escondem o rosto, amparados pela lei. Arrancam a dignidade do animal e têm vergonha de assumir”.
A atriz ainda afirmou, com a voz embargada em certo momento, que o caso expõe a impunidade e a realidade de famílias privilegiadas nas quais esses jovens estariam inseridos. Segundo Paolla Oliveira, não se pode normalizar o inaceitável: “Enquanto uns viajam para a Disney, muitos de nós aqui não conseguem dormir, respiram angustiados ao imaginar o que aconteceu. A crueldade não pode virar opção ou banalizar a convivência em sociedade”.
Para a artista, tolerar agressões como a sofrida por Orelha revela muito sobre as falhas na conscientização coletiva. Ela lembrou ainda outras formas de violência, como feminicídio e patricídio, e concluiu seu apelo: “Não podemos deixar esse episódio cair no esquecimento. O Orelha não está mais entre nós, não sabe do que falamos, mas devemos lutar por justiça e pela mínima consciência de quem vive em sociedade hoje e amanhã”.

