
Drone de combate da FAB realiza voo de teste sobre área industrial (Foto: Instagram)
A Força Aérea Brasileira (FAB) vai desembolsar R$ 1,8 milhão na compra de sistemas de drones de combate, com o objetivo de fomentar a elaboração de doutrinas específicas para a utilização dessas aeronaves não tripuladas em operações. O investimento visa integrar novas capacidades tecnológicas ao inventário da FAB e ampliar o escopo de táticas, técnicas e procedimentos empregados em missões de monitoramento, ataque e apoio a operações de defesa.
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O projeto de desenvolvimento de doutrinas para drones de combate envolve a definição de manuais operacionais, protocolos de emprego em território nacional e procedimentos de integração com outras unidades aéreas e terrestres. Essa abordagem permite que a FAB padronize o uso dos veículos aéreos não tripulados em cenários de conflito de baixa e alta intensidade, garantindo interoperabilidade, segurança de voo e eficácia das missões atribuídas.
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A adoção de drones de combate é uma tendência crescente entre forças armadas ao redor do mundo desde o início do século XXI. Esses sistemas permitem conduzir vigilância contínua, executar ataques de precisão e realizar missões de reconhecimento sem expor tripulantes ao risco direto. A FAB, ao investir em aeronaves não tripuladas, busca alinhar-se às melhores práticas de países que já dispõem de doutrinas consolidadas para operações remotas.
Tecnicamente, um drone de combate é equipado com sensores electro-ópticos, sistemas de navegação por satélite e enlaces de comunicação criptografados para controle em tempo real. Alguns modelos também podem carregar munições guiadas ou cargas úteis para missões específicas. A definição de doutrinas próprias pela FAB considera essas características para estabelecer limites de operação, requisitos de segurança e formas de emprego em ambiente civil, combatente e de apoio logístico.
O processo de aquisição, conduzido por meio de licitação pública, envolve elaboração de termo de referência, análise de propostas técnicas e avaliação de desempenho em voo. O aporte de R$ 1,8 milhão inclui capacitação de pessoal, manutenção inicial dos equipamentos e a adaptação de bases de apoio. Ao apoiar a indústria nacional, a Força Aérea Brasileira pretende estimular fornecedores locais a desenvolver soluções homologadas e compatíveis com os padrões militares.
Com este investimento, a FAB amplia seu repertório estratégico e coloca-se em posição de prontidão para enfrentar ameaças e proteger a soberania nacional. A incorporação de drones de combate, aliada à consolidação de doutrinas específicas, fortalece a modernização das operações aéreas e reforça o compromisso da Força Aérea Brasileira com a defesa e a segurança do espaço aéreo brasileiro.

