
Manifestante emocionada durante ato em frente ao MASP em defesa do Cão Orelha (Foto: Instagram)
Na manhã deste domingo (1º/2), manifestantes se reuniram em frente ao MASP, ícone cultural de São Paulo localizado na Avenida Paulista, para pedir justiça pela morte do Cão Orelha, animal que mobilizou a atenção de moradores e protetores de animais da capital. O ato pacífico contou com cartazes, faixas e palavras de ordem que destacavam a urgência no esclarecimento das circunstâncias em que o cão acabou morto pelas mãos de desconhecidos. Segundo relatos de participantes, o protesto marcou solidariedade à causa e reforçou o compromisso com o combate à violência contra seres vivos.
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De acordo com organizadores, dezenas de pessoas estiveram presentes para prestar homenagem ao Cão Orelha e cobrar providências das autoridades competentes. Representantes de grupos de defesa animal distribuíram panfletos informativos aos transeuntes, enquanto simpatizantes da causa entoavam mensagens contra a crueldade praticada contra animais. O evento transcorreu sem incidentes graves, encerrando-se no início da tarde com a leitura de um manifesto que exigia apuração rigorosa do ocorrido e punição para os responsáveis.
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O MASP, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, tornou-se ponto frequente de manifestações na cidade por sua localização estratégica e grande visibilidade. Ao longo dos anos, a área em frente ao museu tem servido de palco para ações de protesto sobre temas variados, como direitos humanos, meio ambiente e causas sociais. No caso do Cão Orelha, a escolha do local reforça o mobilização pública, já que o espaço reúne grande fluxo de pedestres e turistas, atraindo cobertura da imprensa local.
O protesto em defesa de Cão Orelha remete a uma movimentação crescente em todo o Brasil por maior rigor na fiscalização de crimes contra animais. Em 2020, a Lei federal nº 14.064 ampliou as penalidades para atos de maus-tratos, instituindo multas e penas de detenção mais severas para agressores. Apesar do avanço legislativo, ativistas apontam lacunas na aplicação prática das normas e cobram reforço na fiscalização por parte de órgãos especializados, além de maior atenção dos poderes Executivo e Judiciário.
Organizações e voluntários de proteção animal costumam promover campanhas de conscientização e adoção de animais em situação de rua, além de ações que visam sensibilizar a sociedade sobre a importância do bem-estar dos bichos. Casos de violência como o que vitimou Cão Orelha costumam chamar a atenção da mídia e impulsionar reuniões, debates e seminários sobre ética no tratamento de animais. Em diversas capitais brasileiras, atos semelhantes já ocorreram para lembrar vítimas e cobrar respostas efetivas por parte das autoridades.
Para os participantes da manifestação em frente ao MASP, a luta por justiça no caso de Cão Orelha é mais do que o relato de um único episódio: simboliza a necessidade de uma sociedade mais empática e responsável. Os manifestantes esperam que as autoridades policiais concluam o inquérito em curso o quanto antes e que o caso sirva de exemplo para desencorajar novos episódios de crueldade. A mobilização poderá continuar em outras frentes, como audiências públicas e reuniões com vereadores, até que se obtenha resposta efetiva das instituições.

