
Câmera de segurança registra suspeitos de quadrilha em ação (Foto: Instagram)
De acordo com as investigações policiais em São Paulo, a quadrilha envolvida em sequestro anterior confessou participar de uma associação criminosa voltada a roubos a residências na capital paulista. Durante o depoimento, os suspeitos admitiram a divisão de tarefas e a atuação coordenada para planejar invasões a imóveis, sempre com o objetivo de subtrair objetos de valor das vítimas.
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Embora os detalhes da operação não tenham sido totalmente divulgados pelas autoridades, sabe-se que a associação criminosa é tipificada no artigo 288 do Código Penal brasileiro. Conforme a legislação, integrar grupo organizado com o fim de cometer crimes contra o patrimônio pode resultar em pena de reclusão de três a oito anos, além de multa. A confissão dos envolvidos reforça indícios de que o esquema funcionava de forma estruturada e recorrente.
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O modus operandi dessas quadrilhas costuma incluir vigilância prévia do local, identificação de rotinas dos moradores e uso de equipamentos eletrônicos para comunicação durante as ações. Em muitos casos, há divisão de funções entre quem faz a escolta das vítimas em eventuais sequestros-relâmpago e quem fica responsável pelo arrombamento de portas ou cofres, garantindo agilidade e baixa exposição.
Historicamente, o aumento no número de ocorrências de roubo a residências na capital paulista levou a Secretaria de Segurança Pública a reforçar as equipes especializadas, investir em inteligência policial e desenvolver programas de prevenção. As equipes de Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e as Delegacias de Roubos e Furtos trabalham em conjunto para mapear redes criminosas que se organizam em associação criminosa.
Além do crime de sequestro anterior ao qual a quadrilha está ligada, as penas para roubo qualificado por divisão de tarefas e emprego de violência podem ser elevadas em razão do concurso material de crimes. A legislação prevê agravantes quando há uso de arma de fogo, sequestro de vítimas e danos a patrimônio urbano, o que pode aumentar o tempo de prisão dos envolvidos.
O combate a esse tipo de organização exige, ainda, esforço integrado entre polícia civil, polícia militar e Ministério Público para desarticular as lideranças e impedir a reincidência dos crimes. A colaboração de moradores, por meio de denúncias anônimas, e o monitoramento de regiões com histórico de roubos a residências são fundamentais para reduzir a atuação dessa associação criminosa na capital paulista.

