
Mulher sentada no sofá com expressão de desconforto abdominal. (Foto: Instagram)
De acordo com a nutricionista Ana Rosa Zaro, é comum que alguns vegetais gerem desconforto abdominal ao serem consumidos, mas isso não significa que devem ser eliminados da dieta. O processo de digestão desses alimentos envolve tipos específicos de carboidratos e fibras que podem não ser totalmente quebrados no intestino delgado, resultando em fermentação pelas bactérias da microbiota e produção de gases como subproduto natural. Ana Rosa Zaro destaca que entender a composição desses vegetais ajuda a ajustar quantidades e métodos de preparo para minimizar o sintoma.
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Entre os vegetais com maior potencial de provocar gases, Ana Rosa Zaro destaca itens do grupo das brássicas ou crucíferas, como brócolis, couve-flor, repolho e couve-de-bruxelas. Além dessas hortaliças, algumas plantas ricas em fibras solúveis e insolúveis, como alcachofra e aspargos, também podem causar desconforto em pessoas mais sensíveis. Esses alimentos contêm oligosacarídeos, especialmente rafinose e estaquiose, além de frutanos, compostos que resistem à digestão enzimática e são fermentados no cólon, liberando gases como hidrogênio, metano e dióxido de carbono.
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Esses carboidratos não digeríveis são importantes para a saúde intestinal, mas quando consumidos em grande quantidade, podem gerar excesso de gases. As fibras solúveis atraem água e viram um gel no trato digestivo, retardando o esvaziamento gástrico, enquanto as insolúveis aceleram o trânsito intestinal. A fermentação bacteriana desses componentes produz ácidos graxos de cadeia curta, benéficos ao organismo, mas também gases que provocam sensação de inchaço e flatulência. Compreender essa dinâmica é fundamental para equilibrar os benefícios nutricionais com o conforto digestivo.
Para reduzir o desconforto, segundo Ana Rosa Zaro, recomenda-se adotar técnicas de preparo como cozinhar os vegetais em água abundante, trocar a água durante o cozimento e utilizar ervas carminativas, como hortelã e erva-doce. Outra estratégia é introduzir gradualmente esses alimentos na alimentação, permitindo que a microbiota se adapte ao aumento de fibras e oligosacarídeos. Para pessoas com síndrome do intestino irritável, a profissional sugere acompanhamento individualizado, podendo incluir o uso de suplementos enzimáticos específicos para auxiliar na quebra de rafinose e frutanos.
Embora a ingestão de vegetais seja essencial para uma alimentação equilibrada e tenha papel protetor contra doenças crônicas, é importante reconhecer que cada organismo responde de maneira distinta à mesma quantidade de fibras e carboidratos complexos. A orientação de um profissional de saúde, como a nutricionista Ana Rosa Zaro, ajuda a personalizar o cardápio, garantindo tanto a saúde intestinal quanto o conforto digestivo a longo prazo.

