
Momento surpreendente: gorilas acasalando em área pública no Zoológico de Antuérpia (Foto: Instagram)
No Zoológico de Antuérpia, na Bélgica, uma cena pouco comum em exibições públicas gerou surpresa entre visitantes: um casal de gorilas iniciou o acasalamento em plena área de exibição. O registro ocorreu em um espaço aberto do recinto, onde era possível acompanhar de perto todo o comportamento do casal. Apesar de o aparecimento de tal cena ser parte dos comportamentos naturais dessa espécie, muitos admiradores da vida selvagem se mostraram espantados diante do espetáculo inusitado.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O acasalamento de gorilas, embora surpreenda quem não está habituado a acompanhar rotinas de zoológicos, faz parte do ciclo reprodutivo desses primatas. Geralmente, as fêmeas entram no cio em intervalos específicos, sinalizando receptividade por meio de vocalizações, mudanças hormonais e comportamentais. Os machos, por sua vez, podem exibir demonstrações de força e chamadas assertivas para atrair a parceira. Em um ambiente controlado, como o do Zoológico de Antuérpia, os responsáveis pela manutenção dos bichos monitoram esses sinais para garantir o bem-estar dos animais e viabilizar programas de reprodução.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
Na maioria dos zoológicos que participam de programas de conservação, são mantidas espécies como o gorila-das-planícies-ocidentais (Gorilla gorilla gorilla), considerado vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A perspectiva de reprodução dentro das unidades ajuda a reforçar o banco genético e reduzir o risco de extinção. Cada gestação de gorila costuma durar cerca de 8,5 meses, resultando normalmente em um único filhote. Após o nascimento, tanto a fêmea quanto o macho podem desenvolver laços afetivos com a prole, demonstrando cuidado e proteção.
O Zoológico de Antuérpia mantém colaborações com diversas instituições europeias por meio de programas de EAZA (Associação de Zoológicos e Aquários da Europa), que visam trocar informações genéticas, experiências de manejo e estratégias de reprodução. Essas iniciativas auxiliam no alinhamento de práticas de manejo e na definição de pares reprodutivos ideais para evitar consanguinidade. As equipes de veterinários, biólogos e tratadores realizam exames periódicos de saúde e comportamentais para acompanhar cada fase do ciclo reprodutivo e preservar as condições naturais de vida desses animais emblemáticos.
Para aprimorar a experiência educativa, o Zoológico de Antuérpia oferece painéis informativos próximos aos recintos de primatas, detalhando aspectos do ciclo de vida, alimentação, comportamentos sociais e métodos de conservação. Mesmo diante de situações inesperadas, como o acasalamento em área pública, a instituição prioriza manter o ambiente seguro e silencioso, garantindo que os animais não sofram estresse excessivo pela presença de espectadores. A observação do processo reprodutivo, quando devidamente contextualizada, torna-se uma oportunidade para sensibilizar o público sobre a importância de proteger a fauna silvestre.
Mais do que surpreender visitantes, o momento registrado no Zoológico de Antuérpia reforça a relevância dos zoológicos modernos como centros de pesquisa, educação e conservação. A exibição de comportamentos naturais, mesmo aqueles que podem causar constrangimento ou espanto, faz parte de um esforço maior de manter ecossistemas sob risco e garantir a continuidade de espécies ameaçadas. Ao compartilhar essas experiências com o público, os centros de exibição animal fortalecem a conexão entre seres humanos e o meio ambiente, estimulando atitudes de respeito e preservação.

